Jornal dos Desportos

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Opinio

Desistncia do CDH

06 de Junho, 2019
O futebol nacional volta a confrontar-se com mais uma contrariedade, com o recente anúncio, por parte da direcção do Clube Desportivo da Huíla (CDH), da desistência da sua equipa de futebol das Afrotaças, depois da brilhante época que fez quer no Girabola Zap, quer na Taça de Angola. E mau grado para o desporto-rei, que na semana finda viu evocar os rumores de que a Selecção Nacional de honras está sem ver verbas para competir no Campeonato Africano das Nações (CAN), que arranca este mês no Egipto.
E, se em relação aos Palancas Negras as coisas parecem estar mais ou menos amenizados para a grande montra do futebol continental, pois ao que se ventila pelos quatro cantos a Federação Angolana de Futebol (FAF) já terá recebido o bónus de mais 250 mil dólares pela presença no Egipto-2019, o Desportivo vê as coisas mais difíceis por não dispor de recursos para os Afrotaças.
Os militares da Frente Sul, que deveriam representar o país na Taça da Confederação confrontam-se com dificuldades por alguns dos seus patrocinadores retirarem os apoios, de acordo com o director-geral da agremiação, Carlos Manuel. O responsável do emblema huilano revela que os valores para às disputa das Afrotaças são elevadíssimos, razão pela não faz sentido a equipa se fazer representar na Taça da Confederação e depois não ter recursos para as provas internas.
Foi por essa razão, segundo ainda Carlos Manuel, que a direcção do clube recorreu as vias legais para informar a FAF dado que existia um prazo estipulado para a entrega da documentação a este órgão. O director-geral do Desportivo evoca, ainda, as consequências que advêm com a desistência, após a brilhante época que a turma huilana fez na época 2018/2019 no Campeonato Nacional da I Divisão, em que conquistou um honroso terceiro lugar.
Além disso, a situação despoletada cria, obviamente, algum desânimo e desconforto nas hostes da agremiação, sobretudo aos jogadores, membros da equipa técnica e adeptos, que depois do brilharete na época ansiavam ser brindados com a segunda participação da equipa nas provas sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Agora face a este quadro que se pinta com o anúncio da desistência do Desportivo da Huíla, abre-se a prorrogativa de o Interclube e até mesmo o Kabuscorp do Palanca, que foi desqualificado administrativamente para a II Divisão devido ao diferendo com ex-internacional brasileiro Rivaldo Ferreira, virem a representar o país na Taça da Confederação. Os palanquinos quedaram-se na quarta posição do Girabola Zap 2018/2019 com 49 pontos, enquanto os polícias na quinta com 44.
Além da competição que dá acesso ao troféu “Nelson Mandela”, Angola marca presença ainda na Liga dos Campeões Africanos com as equipas do 1º de Agosto e do Petro de Luanda, respectivamente, campeão e vice-campeão da última edição da maior prova do futebol nacional. Agora com a desistência do Desportivo, resta aguardar quem serão os dois representantes do país na segunda maior prova futebolística do continente. Bem haja e que venham, então, as Afrotaças...

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