Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desistncias na Segundona

26 de Julho, 2015
A FAF, é uma vez mais chamada, porque todos os anos acontecem as mesmas coisas. O órgão reitor do futebol nacional, não pode admitir, que ano após ano, aconteçam os mesmos erros.

Para que situações do género não voltem a repetir-se, a Federação Angolana de Futebol deve aferir antes do sorteio da prova, se as equipas inscritas têm capacidade financeira suficiente para a sustentarem. Caso contrário, não deve ser autorizada a inscrição.

“Quem não tem, não inventa modas”! Esse indicativo, deve ser utilizado não apenas para as equipas que se inscrevem, para o Zonal de Apuramento, como para as mais distintas competições sob a égide da FAF. Tudo, para salvaguardar a verdade desportiva.

Infelizmente, a FAF demarca-se de tudo isso, as desistências acumulam-se, ano após ano.

O que referimos antes, deve servir, igualmente, para os clubes, cujos dirigentes na ânsia de quererem aparecer, não olham a meios para atingirem os objectivos. O que leva um dirigente ansiar a disputa de uma prova com as características de um Zonal de Apuramento, quando se sabe que não possui suporte financeiro? Um mal que urge acabar, para salvaguardar não só a dignidade dos nossos clubes e também dos dirigentes.

Essas desistências vão obrigar a FAF à proceder a acertos nos próximos jogos. Por exemplo, no Grupo A, as desistências do Real Mbuco, de Cabinda, do Mpatu Ponta, do Bengo, alteram, em grande em medida a calendarização feita, antecipadamente.

Por outro lado, obrigam as quatro equipas sobreviventes, nomeadamente o Porcelana, do Cuanza Norte, Renascimento e Ismael FC do Uíge, e os Polivalentes, de Luanda, a reajustarem as estratégias, de modos a atingirem os objectivos.

Falando em metas, todas elas pretendem disputar a próxima edição do Girabola. A questão que se coloca, é a seguinte: têm todas capacidade financeira para suportarem os custos de uma prova desgastante, como é o Girabola? Ter vontade, é uma coisa, mas a concretização da vontade, não é nada fácil.

O 1º de Maio já viveu esse trauma. O ano passado, a equipa benguelense sobreviveu às intempéries financeiras, graças ao apoio oferecido (?) pelo presidente do Kabuscorp, Bento Kangamba. Ainda assim, sucumbiu e regressou à Segundona. Este ano o objectivo passa pelo regresso à fina flor do futebol nacional.

Terá a equipa capacidade financeira, para suportar os gastos que a prova exige, ou vai esperar por uma outra acção de caridade, caso consiga materializar esse objectivo?

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