Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desnorte no JGM

02 de Outubro, 2017
Há por esta altura, um desnorte na formação do JGM do Huambo, e os 3-0 com que foram presenteados pelo Progresso da Lunda - Sul, no Huambo, para a ronda 26 do Girabola é um exemplo vivo disso.

O anúncio, repentino, da sua desistência do principal campeonato de futebol do país e da Taça de Angola por alegados problemas financeiros, criou mossa no seio da equipa, e muito dificilmente os jogadores superam o trauma.

O abandono da Taça de Angola, em que ia ter como adversário o Petro de Luanda para os oitavos -de -final, acabou por consumar-se, o recuo na decisão de abandonar o Girabola apanhou os jogadores e adeptos algo desprevenidos, e daí, talvez se compreendam as razões da copiosa derrota sofrida em casa, diante de um adversário que é do seu campeonato.

A Académica Sport Associação JGM do Huambo recuou da desistência do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão Girabola2017, conforme foi anunciado pelo seu vice -presidente, Pedro João Caquinda.

O facto, foi tornado público na sexta-feira, o responsável explicou que a mudança da decisão anteriormente tomada, por questões financeiras, visa cumprir as responsabilidades com o desporto. Sem entrar em detalhes sobre a nova decisão, referiu que o clube vai competir dentro das suas possibilidades financeiras, até o fim do campeonato.

O JGM ocupa neste momento o penúltimo lugar da tabela de classificação, com 21 pontos, mas em termos matemáticos e mesmo de calculadora na mão, ainda tem possibilidades de permanecer entre a fina-flor do futebol nacional.

Por esta altura, e a saber que o seu destino está traçado, conseguindo ou não garantir a permanência, é crível que os jogadores não mostrem o estado de espírito que apresentaram em alguns momentos, inclusive a fazer vida cara, a alguns colunáveis do futebol nacional.

A equipa não desiste, fica salvaguardada a verdade desportiva na competição, dado que a renúncia podia acarretar prejuízos às restantes equipas, além de ser inédito, não obstante as ameaças de desistência que se ouvem todos os anos, com algumas equipas a chorar por dinheiro para completar a prova. O Girabola é uma competição onerosa, e o clamor que ouvimos deve levar a uma maior ponderação de quem de direito, no sentido de rever o molde de disputa da prova.

É preciso ouvir todas as sensibilidades, para que um dia não nos confrontemos com o facto de vermos reduzido, drasticamente, o número de equipas no Girabola.

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