Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Despique interessante

16 de Maio, 2014
Não que as duas equipas tenham um passado rodeado de pequenas guerras, no bom sentido, e rivalidades, benéficas para o futebol quando não são levadas ao extremo, ou que estejam eivados no mesmo sentimento, a luta pelo título.

O interesse do jogo de hoje assenta, principalmente, no facto deste Benfica ignorar as boas maneiras de um candidato ao título, onde ninguém quer assumir tal pretensão, mas com os resultados até ao momento a confirmarem isso.

Em boa verdade, era pouco crível que se apostasse num conjunto que na época passada fez contas à vida para se manter entre os grandes, como foi o caso desta formação encarnada.

O Benfica de hoje não tem nada a ver com a águia que vimos no passado. O treinador diz que não luta pelo título, mas o facto da equipa estar na segunda posição do campeonato, separada do líder por apenas dois pontos, dá legitimidade às pessoas para pensar que temos um candidato que se furta, aparentemente, de assumir tal pretensão, mas que faz resultados, ainda que magros, mas suficientes para mantê-lo lá em cima, na tabela, onde os resultados conferidos por qualquer um dos intervenientes no Girabola não mentem.

O Benfica não tem de fazer matemáticas na manutenção do segundo posto. Qualquer que seja o resultado, esta noite, vai continuar no segundo posto, à espera do resultado do seu perseguidor mais directo, o Kabuscorp.

O seu adversário, ao invés, espera consolidar uma recuperação que na jornada deu indícios de frágil, quando venceu o jogo diante do seu público. O Benfica é em função disso o adversário menos desejável para o conjunto militar, demasiado abalado por questões internas, este ano, que acabaram por se reflectir nos fracos resultados da sua equipa de futebol, que era a esperança dos milhares de adeptos no regresso às grandes conquistas.

Temos, pois, um cenário no qual o Benfica de Luanda, moralizado, não quer saber dos problemas do adversário e espera manter a mesma cadência, em termos de vitórias, e o 1º de Agosto procura cimentar a reconciliação com os adeptos.

Zeca Amaral esconde o jogo para não dar trunfos aos que se lhe seguem mas, como conhecedor da matéria, sabe que no futebol não existem vencedores antecipados e que, por isso mesmo, qualquer que seja a dose de favoritismo que se atribua à sua equipa, terá de ser confirmado ao soar do apito final.
Haja jogo.

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