Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desporto e os media

03 de Março, 2017
Não se apresenta justo, digno e coerente, alguns dirigentes federativos, clubes, treinadores, atletas e outros fazedores directos e indirectos do fenómeno desportivo, se rebelarem contra membros da imprensa (jornalistas e comentadores), de forma verbal, por vezes, chegando ao extremo, porque acham que estes, no exercício da sua função, falaram ou escreveram contra si, ou contra algum membro do seu núcleo familiar.

Infelizmente, em pleno século XXI, em que a ciência das tecnologias de informação, conhece um crescimento acentuado, com a possibilidade de os prevaricadores serem identificados em tempo real, e em que alguns dirigentes governamentais, partidários, sindicais e de diversas organizações e associações, dizem estar dispostos a colaborar com os órgãos de comunicação social, principalmente no que concerne ao acesso às fontes, ainda se registam alguns maus entendidos.

Avultam os casos em que profissionais da comunicação social são vilipendiados por fazedores do desporto, em termos e formas que ultrapassam os princípios da boa convivência, não só verbal e fisicamente, mas também por intermédio das redes sociais, agora muito em voga e a mão de semear.

É verdade que tal como existem dirigentes, árbitros, treinadores, atletas e outros profissionais, bons e maus, o mesmo acontece com os profissionais da comunicação social. É de realçar que existem falhas ou erros, muitas vezes cometidas de forma intencional, mas é de convir que um erro/falha, não justificam o cometimento de outras.

Para avivar as suas memórias, as pessoas que se acharem prejudicadas por algum repórter ao serviço de determinado órgão de comunicação social, devem valer-se das ferramentas que a Constituição lhes concede. Podem socorrer-se do Conselho Nacional de Comunicação Social, órgão independente que possui a competência jurídico-legal para se debruçar e decidir sobre esse tipo de “casos”.

De igual modo, podem recorrer à administração do órgão em que o “prevaricador” funciona, que possuem gabinetes jurídicos e do contencioso, vocacionados para tratarem de assuntos do género. Outrossim, podem também valer-se das instituições judiciais e policiais do Governo de Angola. Por isso, não é justo que alguns agentes desportivos que se acham “prejudicados” em função de qualquer matéria publicada, se neguem a prestar informações, prejudicando assim, os leitores, telespectadores e ouvintes.

A vida desportiva e a comunicação estão condenados a coabitar. Porque o desporto não tem visibilidade na ausência dos media e estes por sua vez não encontram matéria para o sustento das suas edições na falta da actividade desportiva. Por tusso isso, as clivagens que , às vezes, se registam entre os dois sectores acabam por não ter razão de existência.

Últimas Opinies

  • 19 de Março, 2020

    Escaldante Girabola

    O campeonato nacional de futebol da primeira divisão vai dobrando os últimos contornos. A presente edição, amputada face a desqualificação do 1º de Maio de Benguela, abeira-se do seu fim . Entretanto, do ponto de vista classificativo as coisas estão longe de se definirem. No topo, o 1º de Agosto e o Petro travam uma luta sem quartel pelo título.

    Ler mais »

  • 17 de Março, 2020

    Cartas dos leitores

    Estamos melhor do que nunca. A pressão é para as pessoas que não têm arroz e feijão para comer. Estamos sem pressão, temos todos bons salários e boas condições de trabalho. Estamos numa situação de privilégio e até ao último jogo tivemos apenas duas derrotas.

    Ler mais »

  • 17 de Março, 2020

    Jogos Olmpicos2020

    A suspensão de diferentes competições desportivas a nível mundial em função do coronavírus, já declarada pela OMS-Organização Mundial da Saúde como Pandemia, remete-nos, mais uma vez, a reflectir sobre a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Pelo menos até aqui, o COI-Comité Olímpico Internacional mantém de pé a ideia de realizar o evento nos prazos previstos.

    Ler mais »

  • 14 de Março, 2020

    FAF aquece com eleies

    Cá entre nós, o fim do ciclo olímpico, tal com é consabido, obriga, por imperativos legais, por parte das Associações Desportivas, de um modo geral e global, a realização de pleitos eleitorais para a renovação de mandatos.

    Ler mais »

  • 14 de Março, 2020

    Cartas dos Leitores

    Acho que o Estado deve velar por essas infra-estruturas.

    Ler mais »

Ver todas »