Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desporto nas escolas

18 de Dezembro, 2017
Estamos efectivamente em épocas \"baixas\": falta de motivação, falta de garra, de empenho, de iniciativa própria, de vontade de arriscar e inovar. Tudo são simples indicadores morais, nada animadores para o desenvolvimento de uma sociedade. Este preâmbulo, surge à propósito do que se constata em várias escolas do país, em que a prática desportiva muitas vezes é relegada para um plano secundário. Falta de espaços para a prática do desporto escolar, ausência de professores de educação física, contribuem para todo este marasmo.
Ora, toda e qualquer pessoa, ao sentir-se inserida num clima de desmotivação desconcertante, não abre os olhos a eventuais oportunidades que surjam. É natural encontrar sempre uma parte negativa, no que são projectos e propostas: é o que como frisamos, acontece com o desporto nas escolas.
Os estabelecimentos desportivos promovem cada vez menos desporto nos seus espaços, e a gravar a situação, as condições de que dispõem são muitas vezes o que se chama, um verdadeiro \"flop\". Muita construção, muita renovação e os espaços continuam pouco atraentes, e ou por vezes, funcionam como um papão a afugentar os alunos.
É óbvio, que a predisposição do aluno para a participação em um qualquer desporto, deve ter o elemento central do desenvolvimento de uma actividade, também se percebe que se não houver quem disponibilize, proponha, motive e sustente a prática de jogos que tornem pequenos \"dérbies\", não se concretiza o que muitas vezes é o desejo de um grupo de jovens.
Frequentemente, pensamos que o desporto vivido pelos jovens não é tão competente, tão entusiástica, tudo o que as gerações mais velhas (não) experimentaram. Garante-se que para nós, uma partida é primariamente encarada como um desafio que nos coloca à prova, e como tal, é para vencer (muitas vezes em olhar a meios para que a vitória seja uma realidade). Depois é também uma diversão, um momento de prazer, em que podemos desfrutar das nossas potencialidades.
Os projectos aos mais variados níveis dos desportos deviam ser apoiados pelo Estado. Até porque se não for o Estado, quem vai ser o promotor da prática desportiva, é óbvio que esta contribui para a valorização dos jovens a nível da sua integração em grupos, social e de saúde.
Os contactos que haja entre o Ministério da Juventude e Desportos e da Educação amenizam todo o problema. Esperamos que cresça o número de professores de educação física, se recupere a maior parte de infra-estruturas desportivas nas escolas, quase todas degradas ou a servirem fins diferentes dos que foram concebidos. Tudo isto, é sinónimo de que o Estado pretende revitalizar o desporto escolar.

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