Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Devolvam o baskete s mos de quem sabe

04 de Novembro, 2019
A coerência é absoluta nisso: se não é capaz de fazer bem e melhor, deixa para os outros. E, assim fez o demissionário presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Maneda. Toda gente que sofria com cocktail de fracassos dessa gestão, sem dúvidas rejubila. Sim, festeja, porque apesar de todas as dificuldades que o país atravessa, e em consequência o desporto, nada justifica o estado organizativo a que chegou o basquetebol nacional. Nada justifica assistir os patrocinadores a irem embora, porque a outra parte, não respeita nem faz cumprir os acordos. A última prestação de Angola, no Mundial, justificava dupla demissão: do presidente e do seleccionador nacional. Acresce-se ao facto, do presidente ainda se colocar a discutir com atletas, na praça pública, por conta de críticas que estes fizeram ao presidente e à organização. Ao que chegou o basquetebol! Portanto, o basquetebol, uma modalidade que nos habituou a ser espelho de organização, bateu no fundo. Tão no fundo, que vai precisar de um período de transição, durante o qual as exigências para os títulos continentais podiam estar congeladas. O campeonato nacional não arrancou na data prevista, por falta de entendimento com os árbitros. Então, um homem de negócios, ao que se diz bem sucedido e foi esta a razão da sua ida à Federação Angolana de Basquetebol, não é capaz de prever os custos com os árbitros e antecipadamente? Não é capaz de encontrar um patrocinador que arranje dez ou quinze milhões para os prémios dos árbitros? Não é capaz de negociar uma comparticipação dos clubes, nas despesas e com a devida antecedência? E, ainda devíamos ficar calados e assistir serenamente este vergonhoso estado a que chegou o basquetebol ? Muitas pessoas verteram o suor para o basquetebol atingir a dimensão, que hoje ostenta. De modo nenhum, se deve admitir que alguém chegue e destrua isso, por incapacidade de fazer melhor. Há muitos para continuar o trabalho. Basta! Maneda! Fez um favor ao basquetebol e em particular a quem já enfrenta problemas de hipertensão. Seria bom, no entanto, que esta experiência servisse de lição a quem tem a responsabilidade de votar. Coloquem lá, Tony Sofrimento ou Jean Jacques. Estes senhores conhecem o basquetebol como poucos. São conhecidos no mundo do basquetebol. Podem não ter dinheiro, mas têm ideias e sabem como se construiu a hegemonia do basquetebol. Aliás, participaram nela. Ou melhor, Jean Jacques é um dos principais arquitectos dessa hegemonia. Assim, como Tony Sofrimento acompanhou, ora como treinador - adjunto, ora como secretário -geral. Qual é a dificuldades senhores que votam? Não inventem mais. Estão a destruir o basquetebol. Não procurem por quem tem dinheiro. A solução está aí mesmo. Levem Jean Jacques ou Tony Sofrimento à Federação Angolana de Basquetebol. Se forem os dois, então, melhor. Não inventem senhores. O basquetebol precisa mais de ideias do que de milhões. A prova está aí. Somos onze vezes campeões, mais pelas ideias do que pelo dinheiro, não havia. Não invoque contexto. São as ideias e nada mais. Teixeira Cândido

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