Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dez anos depois

04 de Fevereiro, 2016
Apesar de ter as atenções viradas fundamentalmente para o CHAN do Rwanda, onde os Palancas Negras mais uma vez não conseguiram atingir a medida da pretensão que significasse boa participação na referida competição, mantive um certo olhar aos campeonatos nacionais de futebol nas categorias de Sub-17 e Sub-20, ou se preferirem juvenis e juniores, disputados nas províncias de Benguela e Luanda, ganhos pelo 1º de Agosto.

Mais do que saudar o triunfo dos militares, deve-se atribuir nota positiva ao trabalho que está a ser feito nos escalões de formação, do clube central das Forças Armadas Angolanas. Aliada às conquistas desportivas, é visível e também meritória de ovação, a implantação de um conjunto de infra-estruturas indispensáveis para o sucesso desportivo.

E se a existência de infra-estruturas resultasse de forma automática e inequívoca na conquista de títulos desportivos, sabe-se o que podia estar o 1º de Agosto a colher ou começar a colher do investimento feito, tornando o clube num entre os mais fortes, se calhar o maior da história do desporto angolano quer em infra-estrutura como em títulos.

Porém, como o desporto não tem uma lógica perfeita, o 1º de Agosto tem de buscar, provar e comprovar qualquer que seja o estatuto no palco da competição, onde os seus jogadores devem suar a camisola rubro -negra para a reconquista do título, dez anos depois.Como adepto confesso do 1º de Agosto, gostava que a glória desportiva sobretudo a nível do futebol fosse uma realidade nesta época, que dentro de dias arranca com a disputa da Supertaça que vai opôr o Recreativo do Libolo ao FC Bravos do Maquis.

Quanto mais não fosse, este (caso não seja campeão) o décimo ano consecutivo em que o 1º de Agosto observa um jejum, no que diz respeito ao título do Girabola.Esta é, acredito ser a pretensão que todos os adeptos do rio seco gostavam de ver concretizada neste ano em que o Girabola vai ser disputado sobre a chancela da Zap, que disponibilizou cinco milhões de dólares americanos, dos quais milhão e meio para o vencedor da competição.

Para a história entra também o clube vencedor da primeira prova disputada sob égide de um efectivo patrocínio que mais do que isso, comprova o que se disse de um tempo à esta parte, que o desporto de um modo geral e o futebol em particular são indústrias de circulação de algum considerável valor financeiro.Sobre este assunto, pelo menos não se deve cobrar muito ou tudo, afinal está a afinar-se a máquina, aliás, tudo tem um começo que segundo o ditado, “é sempre difícil”.

Noves fora o meu desejo ardente que a sorte caia ao 1º de Agosto, claro que com fruto do seu trabalho, não sei se vou ter o tal prazer de festejar a conquista do décimo título do D´agosto, dez anos depois da última conquista.Seria como uma coincidência dos números na base de que no ano em que o 1º de Agosto completou dez anos de jejum, conquistou o décimo título da sua história.

E ainda nesta vertente, não sei se a sorte cairá para o Rio Seco, porquanto, a história diz que nos anos que terminam com o número seis, o 1º de Agosto apenas conquistou o título de campeão nacional na década de 90, concretamente em 1996.Porém, ainda neste jogo dos números, coincidentemente, os militares voltaram a ter sorte no ano de 2006 (dez anos depois), conquistaram a sua quarta Taça de Angola, no mesmo ano da sua última consagração como campeão nacional.Será que em 2016, dez anos depois, o 1º de Agosto volta à glória?

A ver vamos!Apesar de ter as atenções viradas fundamentalmente para o CHAN do Rwanda, onde os Palancas Negras mais uma vez não conseguiram atingir a medida da pretensão que significasse boa participação na referida competição, mantive um certo olhar aos campeonatos nacionais de futebol nas categorias de Sub-17 e Sub-20, ou se preferirem juvenis e juniores, disputados nas províncias de Benguela e Luanda, ganhos pelo 1º de Agosto.

Mais do que saudar o triunfo dos militares, deve-se atribuir nota positiva ao trabalho que está a ser feito nos escalões de formação, do clube central das Forças Armadas Angolanas. Aliada às conquistas desportivas, é visível e também meritória de ovação, a implantação de um conjunto de infra-estruturas indispensáveis para o sucesso desportivo.

E se a existência de infra-estruturas resultasse de forma automática e inequívoca na conquista de títulos desportivos, sabe-se o que podia estar o 1º de Agosto a colher ou começar a colher do investimento feito, tornando o clube num entre os mais fortes, se calhar o maior da história do desporto angolano quer em infra-estrutura como em títulos.

Porém, como o desporto não tem uma lógica perfeita, o 1º de Agosto tem de buscar, provar e comprovar qualquer que seja o estatuto no palco da competição, onde os seus jogadores devem suar a camisola rubro -negra para a reconquista do título, dez anos depois.Como adepto confesso do 1º de Agosto, gostava que a glória desportiva sobretudo a nível do futebol fosse uma realidade nesta época, que dentro de dias arranca com a disputa da Supertaça que vai opôr o Recreativo do Libolo ao FC Bravos do Maquis.

Quanto mais não fosse, este (caso não seja campeão) o décimo ano consecutivo em que o 1º de Agosto observa um jejum, no que diz respeito ao título do Girabola.Esta é, acredito ser a pretensão que todos os adeptos do rio seco gostavam de ver concretizada neste ano em que o Girabola vai ser disputado sobre a chancela da Zap, que disponibilizou cinco milhões de dólares americanos, dos quais milhão e meio para o vencedor da competição.

Para a história entra também o clube vencedor da primeira prova disputada sob égide de um efectivo patrocínio que mais do que isso, comprova o que se disse de um tempo à esta parte, que o desporto de um modo geral e o futebol em particular são indústrias de circulação de algum considerável valor financeiro.Sobre este assunto, pelo menos não se deve cobrar muito ou tudo, afinal está a afinar-se a máquina, aliás, tudo tem um começo que segundo o ditado, “é sempre difícil”.

Noves fora o meu desejo ardente que a sorte caia ao 1º de Agosto, claro que com fruto do seu trabalho, não sei se vou ter o tal prazer de festejar a conquista do décimo título do D´agosto, dez anos depois da última conquista.Seria como uma coincidência dos números na base de que no ano em que o 1º de Agosto completou dez anos de jejum, conquistou o décimo título da sua história.

E ainda nesta vertente, não sei se a sorte cairá para o Rio Seco, porquanto, a história diz que nos anos que terminam com o número seis, o 1º de Agosto apenas conquistou o título de campeão nacional na década de 90, concretamente em 1996.Porém, ainda neste jogo dos números, coincidentemente, os militares voltaram a ter sorte no ano de 2006 (dez anos depois), conquistaram a sua quarta Taça de Angola, no mesmo ano da sua última consagração como campeão nacional.Será que em 2016, dez anos depois, o 1º de Agosto volta à glória? A ver vamos!
CARLOS CALONGO

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