Jornal dos Desportos

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Opinio

Dia de drbi

08 de Abril, 2017
Hoje há dérbi no país, e todos os caminhos vão dar ao Estádio 11 de Novembro, palco de mais um confronto entre o Petro de Luanda e o 1º de Agosto, que mais adeptos movimenta.

A festa que o futebol proporciona, leva as emoções ao rubro, fazem-se prognósticos e acirram-se as rivalidades, porém, tudo deve ser feito dentro do espírito do fair-play, longe de criar cisões irreconciliáveis, porque o futebol deve ser vivido com alegria. Hoje perde-se, mas há sempre um amanhã em que se ganha, as vitórias voltam a sorrir, e o sol volta a brilhar.

Um dérbi tem sempre particularidades próprias, mais a mais, quando militares e petrolíferos, ou vice-versa, defrontam-se para saldar dívidas pendentes, e que não acabam.

O dérbi leva treinadores à procura de fórmulas secretas, para as suas equipas se superiorizarem as dos adversários, coloca jogadores em estado de alerta, e todos querem estar no recintos de jogos, se possível até comer a relva, como soe dizer-se da entrega dos artistas da bola a um determinado jogo, além de movimentar os adeptos que muitas vezes fazem festa à parte.

O jogo de hoje nada vai definir, e chega numa altura em que as duas equipas dão mostras de subida no seu apuro de forma. Nenhum dos conjuntos está no topo da tabela de classificação, todavia, a diferença pontual do primeiro para o segundo classificado, e deste, para a equipa que surge em terceiro lugar, é de apenas um ponto (Kabuscorp,20, 1º de Agosto,19 e Petro de Luanda,18), pelo que há razões para crer que o dérbi deve marcar-se pelo equilíbrio. Alguns dos melhores momentos vividos pelos adeptos foram em dérbis, jogos que levaram lágrimas a muitos rostos, quer por alegria ou por frustração, confrontos para todos os gostos.

Ao longo do tempo, houve jogadores que marcaram a sua época, mas em dérbis entre petrolíferos e militares, Jesus e Ndunguidi foram sem dúvida as grandes figuras destes confrontos, o segundo, até pela particularidade de ter disputado os jogos pelos dois emblemas, uma \"traição\" que muitos agostinos ainda têm atravessada na garganta.

Hoje, novos artistas vão evoluir, alguns jovens que dão cartas, como Buá ou Nelson Luz, do lado militar, e Herenilson e Carlinhos, dos petrolíferos, embora, dois dos seus grandes jogadores estejam ausentes, Tiago Azulão, melhor marcador do campeonato, e o seu compatriota Toni.

Depois do desafio, um dos conjuntos pode dormir como líder, à espera que amanhã os polícias imponham ordem no seu Estádio, na recepção ao actual comandante da prova, o que não deixa de ser mais um atractivo.

É hora de dérbi, mas também de responsabilidade, pelo que nunca é demais alertar ao fair-play de treinadores, de jogadores e do público. A festa do futebol é para ser vivida com alegria.

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