Jornal dos Desportos

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Opinio

Dia de eleies

18 de Fevereiro, 2017
Hoje, temos eleições na Federação Angolana de Basquetebol. Paulo Madeira, presidente cessante, e Hélder Cruz disputam o cadeirão máximo deste órgão federativo. O processo ficou marcado por algumas nuvens cinzentas, mas que em tempo útil as partes e a Comissão Eleitoral souberam pôr ordem no circo, para bem do desporto. Aliás, foi este pequeno desaguisado que levou a que o acto tivesse lugar só hoje.

Nas últimas semanas, os candidatos andaram pelo país inteiro, desdobraram em acções de apresentação dos seus programas, para sensibilizar os associados. Face aos passos que cada um dos candidatos encetou e das garantias que recebeu, ambos espelham optimismo, e hoje vai ser apenas a confirmação de quem é quem entre os dois pretendentes à liderança da modalidade mais ganhadora do país.

Pode dizer-se que a direcção cessante tem algum mérito, em função do trabalho desenvolvido em prol da modalidade, sobretudo, no que se refere a aposta nas camadas jovens. Pode ser um argumento forte para a sua recondução. Só que, em desfavor, pesa também o facto de a nível da selecção sénior as coisas não andem bem nos últimos tempos, dada a quebra do ciclo glorioso.

Ainda assim, como conhecedora dos cantos da casa, pode partir para o desafio com alguma dose de favoritismo, não se pressuponha desde já que seja tomada como vencedora antecipada. A lista concorrente tem também os seus fortes argumentos, capaz em face disso, de protagonizar uma mudança que a acontecer não deve colhe ninguém de surpresa, sendo típico dos processos eleitorais.

Achando-nos numa condição de imparcialidade, mas enquanto cidadãos interessados na revitalização da modalidade, esperamos apenas que os associados façam uma escolha acertada, com pensamento voltado naquilo que deve representar o futuro evolutivo da modalidade, e não movidos por simpatias e quejandos. Queremos é que ganhe o candidato que convenceu em função das acções do seu programa.

De resto, é preciso não perder de vista que o basquetebol é o cartão de visitas do desporto angolano, a nossa galinha de "ovos de ouro". Entretanto, parece estar a dar sinais de falência nos últimos anos. Os ovos saem prateados, e é urgente que se faça algo, antes que passem a sair bronzeados. Esta, é a ingente responsabilidade que deve sensibilizar aquele que seja eleito neste acto, que tem lugar hoje.

Angola teve mais de duas décadas de reinado no basquetebol africano, não é num pestanejar que é relegado para segundo plano. Os fracassos de Antananarivo (2011) e de Tunis (2015) devem remeter-nos a séria ponderação, sobre o que urge fazer, para inverter o actual quadro sombrio. Vamos ao acto e vença o melhor...

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