Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dia de estreia

07 de Dezembro, 2013
As pupilas de Vivaldo Eduardo pretendem repetir o feito alcançado em 1999, na Noruega e Dinamarca, quando venceram as sul-americanas por 37-13. Hoje a realidade do andebol nos dois países é bem diferente, pelo que se esperam grandes dificuldades. Isto aliado ao facto de a Argentina ter traçado como meta vencer, no mínimo, dois jogos.

Vivaldo Eduardo, treinador das campeãs africanas, sabe que o cenário deste ano é diferente do de 1999. Em função disso ensaiou as formas de evitar surpresas desagradáveis, embora reconheça que em campo todos podem ganhar e o importante é impedir que isso aconteça em favor das argentinas.

“Não esperamos adversários fracos. A Argentina, por exemplo, tem como objectivo ganhar a Angola e ao Paraguai”, disse o seleccionador, pensando nas dificuldades que espera encontrar mais logo. Por isso esboçou uma estratégia capaz de deitar por terra as ambições da Argentina.

O combinado nacional tem hoje ocasião soberana para, de forma precoce, dar um passo decisivo rumo ao apuramento para os quartos-de-final, meta preconizada pelo presidente da federação, Pedro Godinho. Caso sejam capazes de bater as argentinas, as angolanas asseguram a primeira vitória, acumulando uma vantagem que deve ser suficiente para continuar a sonhar com os “quartos”.

Mais, a importância deste primeiro embate é claramente reforçada pelo contexto que a equipa vive no plano interno, uma vez que têm sido as exibições o principal factor de motivação. O objectivo é só um, conquistar os primeiros três pontos e que sejam os outros concorrentes a fazer contas.

A Argentina é um adversário de elevada compleição física, uma equipa guerreira. Temos de contrariar os seus intentos, inverter o défice com muita concentração, não deixar o adversário embalar no salto, muito acompanhamento em contacto permanente com o adversário. Assim a marcação individual funciona.

Pedro Godinho disse que quer os quartos-de-final. Ambições legítimas de alguém que acredita no potencial da sua selecção. Atingir este objectivo é possível apesar de extremamente difícil. Sonhar e ter ambição é bom, mas convém ter algumas precauções.

Os sucessos do “sete” nacional no Continente só foram possíveis porque sempre acreditaram no seu valor. E hoje têm de acreditar que é possível passar pela Argentina.

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