Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Difcil empreitada

08 de Julho, 2017
O Recreativo do Libolo tem amanhã a difícil missão de ultrapassar o Smouha do Egipto, para a sexta e última jornada da fase de grupos da Taça Nelson Mandela. Ao representante angolano só a vitória serve para chegar aos quartos -de -final da competição, e acreditar no objectivo definido à partida.

Depois de Angola ter sido retirada do G-12, devido aos resultados mal conseguidos dos seus representantes nas competições africanas de clubes, ficou reduzida a dois representantes, espera-se que o único embaixador ainda em competição, obtenha um desempenho e classificação que concorram para a inversão do quadro actual.

Nos círculos do futebol nacional há muita crença e fé que a equipa do Cuanza Sul consiga sair-se bem nesta empreitada competitiva, crença que encontra sustentabilidade na maturidade competitiva que tem sabido demonstrar, quer na competição interna onde já acumula vários títulos, quer na competição africana. Certo que a classificação não é famosa, mas o quadro pode ser invertido.

Aliás, o segredo para a equipa é simples: vincar o mesmo espírito da fase preliminar, em que direcção, equipa técnica e jogadores tudo fizeram para que o regresso à fase de grupos fosse um facto. Portanto, bateram-se para tanto, até que conseguiram, também podem fazer o mesmo, nesta etapa crucial.

Há quem diga que a disputa, em simultâneo, da competição africana e o Girabola Zap pode ser uma contrariedade, mas pensamos que não. Antes pelo contrário, facilita as coisas, já que a equipa mantém o ritmo competitivo. Pior se estivesse nas Afrotaças, em período de defeso, na competição interna.

É certo que a missão não é facilitada, estar a competir na prova africana e ao mesmo tempo na competição interna. Mas as grandes equipas gerem estas situações, e o Recreativo do Libolo situa-se hoje por hoje , e por mérito próprio, entre os grandes do futebol angolano.

Apelamos a Vaz Pinto e pupilos, que a postura demonstrada nos jogos anteriores, mesmo que tenham perdido num ou noutro, deve ser demonstrada em todos os jogos que realizem, sobretudo em jogos caseiros, que devem aproveitar ao máximo, vezes sem conta, fora de portas defrontamo-nos com situações extras, prejudiciais às nossas pretensões.

Apesar de tudo, nada está perdido. A equipa continua com direito de sonhar, de acreditar. Uma vitória pode levar às meias-finais, renovar a esperança de um desfecho de torneio triunfal não só para a equipa do Cuanza Sul, em última instância, para todo o futebol nacional, cuja safra nas competições africanas de clubes não é salutar nos últimos anos.

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