Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dinheiro em falta

28 de Dezembro, 2013
Os seus dirigentes têm-se desdobrado em contactos, para verem que portas podem abrir-se e dar à equipa sensação da última edição do Girabola motivos para o suspiro de alívio.

Na verdade, há muito que a condição financeira vem obstaculizando aqueles que procuram dar vitalidade à actividade desportiva no país, devendo mesmo dizer-se, sem qualquer receio, que são heróis todos aqueles que neste país se entregam ao compromisso de abraçar o desporto de alta competição.

Temos vindo a assistir à ginástica que algumas equipas empreendem para poderem participar em competições desportivas, particularmente no Girabola, a competição mais exigente e onerosa entre todas. Mas, tem sido salutar a forma como as equipas se entregam a uma competição que na nossa realidade não dá lucro aos cofres dos clubes.

Muitas conseguem, à custa de muita ginástica, resistir a todas as tempestades, e outras, que às vezes têm mesmo de soltar o grito do Ipiranga, a ver se surge uma mão caridosa. Sabemos que na ausência de verbas fica-se muitas vezes limitado nas acções, e quando assim é, maiores se tornam as dificuldades. Os exemplos neste caso avultam.

É evidente que o nível de exigência muitas vezes não é o mesmo entre o desporto feito com mero espírito recreativo e aquele que se faz com propensão para a alta competição, pois se no primeiro caso é possível sobreviver com parcos recursos, já no segundo tal não é possível.

Esta é uma realidade que temos vindo a assistir há algum tempo a esta parte. De resto, já assistimos à inviabilização da participação de muitas equipas ou selecções em determinadas competições de âmbito internacional, por ausência de verbas, uma situação que não se sabe por quanto tempo mais vai arrastar-se.

Aliás, o caso do Desportivo da Huíla não é o primeiro, embora o seja para o caso de quem vai representar o país nas competições africanas de clubes. Fazemos apelo que consiga ser bem sucedido nas diligências que empreende para ver se consegue ir à competição sem muitos apertos de cinto, já que isso também pode, de uma forma ou de outra, ter um efeito psicológico no seu desempenho em campo.

Temos a noção quanto baste para perceber que, estando na famigerada fase da crise financeira global, não andam também as estruturas do Estado a nadar em dinheiros. Mas, quando se trata de situações que envolvem o nome do país, deve-se conjugar sempre algum esforço suplementar e temos fé que portas se abrirão para o Desportivo da Huíla.

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