Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dinheiros da So Silvestre

23 de Dezembro, 2017
Os homens do atletismo podem deixar de franzir o rosto e sorrir de alegria, porque as nuvens negras que pairavam sobre a corrida de fim -de -ano, a São Silvestre, foram afastadas para longe em virtude do anúncio da disponibilização de verbas por parte do Governo.
De facto, a questão de verbas condicionava a realização da corrida deste ano, embora, o Ministério da Juventude e Desportos manifestasse no momento o comprometimento relativamente à prova pedestre, que corre anualmente pelas artérias da capital angolana.
Mesmo com a indefinição com que se debatia, a organização da prova a cargo da Federação Angolana de Atletismo nunca esmoreceu e trabalhava com afinco para o êxito. Tanto é assim que convites foram endereçados aos fundistas da nossa zona, que de pronto responderam afirmativamente, além das habituais presenças de atletas de Portugal e do Brasil.
As suas presenças prestigiam a corrida de Luanda, vejamos que sul-africanos e tswaneses têm um fundo forte, do qual emergiram alguns campeões mundiais.
A crise económica que assola o país impossibilitou a vinda de corredores estrangeiros na edição passada, porém, o novo elenco federativo fez questão de convidar corredores lá de fora, este ano a competição vai ter outra competitividade.
A partir do dia 28 a movimentação em torno da corrida vai ser maior, quando os corredores começarem a chegar, ao mesmo tempo que se prevê a abertura da feira da São Silvestre, uma inovação do elenco da Federação da modalidade.
A organização da prova e o governo da província de Luanda estão de mãos dadas, a última vistoria ao percurso avaliou o estado actual das vias e da iluminação, que por altura do tiro de largada, no próximo dia 31, estão aptas a receber uma prova de fundo com a dimensão da São Silvestre.
A organização pretende, nesta edição, limpar a má imagem deixada e que ficou no ar no ano passado, em que só corredores angolanos desfilaram pelas ruas de Luanda. A corrida consta do calendário da Associação Internacional de Maratonas e Corridas de Rua, e a ausência de corredores de vulto ia constituir um grande revés, igual ao que sucedeu na edição transacta.
De resto, as palavras de Bernardo João, presidente da Federação Angolana de Atletismo, são bem elucidativas em relação ao optimismo que se vive quando refere que “os valores estão acautelados. O Ministério da Juventude e Desportos já tranquilizou e não temos necessidade de recorrer a plano.

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