Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Direco do Libolo

10 de Maio, 2018
Na sequência da assembleia geral realizada no domingo, em Calulo, o Recreativo do Libolo passou a ter nova liderança. Os sócios do clube elegeram, por aclamação,Leonel Casimiro como novo presidente de direcção da agremiação do Cuanza -Sul, para o próximo quadriénio.
A nomeação de Leonel Casimiro resulta da renúncia do cargo, por Rui Campos, que passou a assumir novas responsabilidades fora do clube, solução encontrada para evitar conflito de interesses, face à sua condição de membro do Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol.
Damos as boas vindas ao novo homem forte de clube, que em tão pouco tempo logrou conquistar um espaço privilegiado na praça desportiva nacional e continental, à custa da organização administrativa que fez da agremiação uma potência competitiva nas modalidades em que apostou.
Espera-se, que a mudança directiva operada seja uma mudança na continuidade, de modos que a nação desportiva, a futebolística sobretudo, continue a ver no Recreativo do Libolo uma verdadeira potência. Ou seja, a equipa que entra em competição determinada e com os objectivos claramente definidos.
Na verdade, o Recreativo do Libolo assumiu-se nos últimos anos, como verdadeiro representante do poder competitivo, fora do grande centro de decisões. Tudo, trocado em miúdos, quer-se dizer que é a equipa provinciana que soube impôr-se aos gurus de Luanda, sem tirar mérito ao Sagrada Esperança.
Portanto, trata-se de uma agremiação com certificado de competência, a quem os agentes do futebol continuam a depositar confiança. Sabe-se, que financeiramente não se vive tempos de bonança, mas são outros quinhentos, porque no desporto quando há eficiência e organização administrativa, faz-se muito com pouco dinheiro.
Aliás, à conversas com o ex-presidente, aludiu sempre que o segredo do sucesso do clube sob sua alçada, não estava no capital financeiro como para muitos era suposto, mas ao nível de organização e na disciplina de gestão da pequena equipa de trabalho.
Fazemos votos, que o novo presidente tenha a colaboração de que precisa, para levar avante o projecto. Aliás, só foi a operada uma mudança no topo, mantêm-se os outros membros, pelo que prevemos que a coisa vai funcionar. O Recreativo vai continuar a dar cartas no Girabola.
Ao presidente cessante, o reconhecimento da sapiência directiva que permitiu levar num curto espaço de tempo, uma agremiação até então anónima, para a ribalta, hoje, é suficientemente conhecida e reconhecida nos meandros do futebol africano.

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