Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dispensas e aquisies

19 de Novembro, 2016
Terminada a época futebolística com a disputa no passado dia 11 de Novembro da Taça de Angola as equipas viram as baterias para a próxima temporada. Como tal entrou-se no período das movimentações a ver com a renovação de planeis, perante à necessidade de ajustá-los às novas metas, novas ambições competitivas.

As movimentações de dispensas e entradas envolvem atletas e treinadores. Aliás, no Kabuscorp do Palanca foi anunciada uma limpeza de balneário, que poderá resultar numa renovação do plantel na ordem de 50 porcento. No Progresso do Sambizanga o técnico Albano César já não entra nas contas para 2017, sendo bem provável que nos próximos dias seja anunciado o seu sucessor.

Aliás, de outra forma não podia ser. À medida que se cogitam saídas estarão a ser arquitectadas a nível das direcções de clubes outras aquisições, sobretudo para manter as equipas ao mesmo nível competitivo, não só visando a competição interna como também as provas africanas de clubes no caso dos nossos representantes na Taça dos Clubes Campeões e na Taça da Confederação.

Enfim, ouve-se a nível dos clubes muita coisa, a começar por jogadores que serão dispensados a outros que virão como reforços. O clima não surpreende, é próprio desta fase de defeso. Equipas há que passaram ao largo das suas metas, e que esperam não voltar a viver a mesma desdita na próxima época. Daí o investimento que se impõe para a consumação dos objectivos.

Quanto aos treinadores, já se sabe que o veterano João Machado não continua no 4 de Abril do Cuando Cubango, equipa que foi despromovida para o escalão inferior. O técnico promete abraçar novo desafio, e ao que deixa nas entrelinhas já terá uma equipa interessada nos seus préstimos. Enquanto isso, no Desportivo da Huila a permanência de Ivo Traça está nos diversos.

Portanto, os próximos dias nos reservam muitas novidades. Afinal tendo terminado o campeonato há apenas uma semanas estão as direcções de clubes a proceder o balanço daquilo que foi o desempenho na prova e perspectivar aquilo que constitui as metas para a próxima época. É em função dos novos desafios que vão partir para as reestruturações dos respectivos planteis.

Quanto aos treinadores pensamos que as coisas devem ser vistas não à quente, mas de forma mais ponderada e responsável. Pois, muitos se não consumaram os objectivos não foi por imaturidade profissional. Em certos casos foram as direcções que se exoneraram das suas responsabilidades, e no desporto quando a componente administrativa falha, não há resultados.

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