Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dobradinha africana

15 de Maio, 2016
Tal como já era de se esperar, as angolanas voltaram a impor a sua superioridade ao longo da competição, revalidando ambos os títulos sem averbar sequer qualquer derrota, deixando a marca da contínua supremacia do andebol nacional, a nível de clubes, no continente africano.

As pupilas de Filipe Cruz derrotaram na final as aguerridas adversárias camaronesas, que foram impotentes para impedir que as militares traduzissem realidade o sonho africano. A vitória expressiva de 40 - 16 espelha bem o desempenho das angolanas que conseguem o segundo triunfo na Taça dos Clubes Campeões, começando a seguir, deste modo, as peugadas do Petro de Luanda que durante cerca de três décadas comandou o andebol feminino africano.

Dos jogos realizados, o 1 º de Agosto venceu todos, terminado incólume a competição, ou seja, sem averbar qualquer derrota. Sendo assim, não sofre qualquer contestação mais esta conquista a nível continental, depois de já ter firmado os créditos a nível interno.

Com mais esta conquista da equipa militar, Angola reforça o seu estatuto de líder do ranking, não obstante a nível de selecções ter perdido, há dois anos, o título para a Tunísia.

Cumprido o objectivo a nível de clubes, com as duas equipas angolanas presentes no africano no pódio, já que o Progresso do Sambizanga quedou-se na terceira posição ao vencer o FAP dos Camarões por 33 - 30, o momento será agora para as atletas recuperarem energias a fim de prepararem convenientemente o Campeonato Africano das Nações, que em princípio será realizado em Angola.

A dupla vitória das militares pode ajudar as autoridades desportivas do país a ponderarem melhor na decisão de trazerem ou não para o país o magno evento africano, depois de informações de última hora darem conta que a Confederação Africana tenciona entregar a sua realização aos Camarões, em virtude de até agora da parte das autoridades governamentais angolanas não ter havido a luz verde para que se dispute a prova em território nacional.

A crise económica que assola o país tem levado à imposição de várias restrições orçamentais, razão pela qual a direcção da Federação Angolana de Andebol foi orientada a arregimentar patrocínios para minimizar os custos da prova, aprazada para o período de Novembro a Dezembro do corrente ano.

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