Jornal dos Desportos

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Opinio

Domar os indomveis

20 de Janeiro, 2018
Ao estrearem-se com um empate diante do Burkina Faso, os Palancas Negras procuram alcançar hoje a primeira vitória no CHAN de Marrocos, quando defrontarem os Leões Indomáveis para a segunda jornada do Grupo D, com sede na cidade de Agadir.
Apesar do adversário começar a prova com o pé esquerdo, pois perdeu para o Congo Brazzaville, ainda assim Angola tem missão espinhosa, a julgar pelo peso da selecção dos Camarões no contexto do futebol africano e não só, que depois do desaire está proibida de falhar para não ficar na primeira esquina.
Talvez, por isso, esperam-se dificuldades acrescidas para os Palancas Negras que querem evitar certamente definir a presença na próxima fase da competição, na última jornada, algo melindroso para os objectivos, apesar da surpresa protagonizada pela selecção congolesa, que à partida era tida como a menos forte do grupo D.
E, como não há dois jogos iguais, nem Angola e muito menos os Camarões esperam repetir os resultados anteriores, pois, podem ficar arredados dos quartos -de -final, sobretudo, na eventualidade do Burkina Faso alcançar uma vitória sobre o Congo Brazzaville. Partindo deste pressuposto, quer Palancas como os Leões ficavam sob dependência de terceiros para continuar a caminhada.
Com os indicadores deixados nos primeiros 90 minutos, diante dos cavalos burquinabes, espera-se que Angola se mostre com a mesma dinâmica, solta e com o futebol jogado à dimensão de todo o terreno, com intervenção dos três sectores, defesa, meio campo e ataque, a denotar que os processos do seleccionador nacional Srdjan Vasiljevic, não obstante as poucas semanas de trabalho, estão a surtir os efeitos.
Pese embora, os Camarões serem uma das selecções mais cotadas de África, Angola não deve intimidar-se do peso histórico ou de outras performances que são inerentes por força desse estatuto. Pelo contrário, deve motivar-se e estar à altura do seu adversário, para mostrar que hoje por hoje está a esbater-se a teoria de grandes e pequenos, ou fortes e fracos.
Com confiança, determinação, crença e objectividade, os Palancas Negras devem encarar os Leões Indomáveis como qualquer adversário, sem subestimar, de modos a evitarem grandes dissabores e não comprometerem os objectivos na prova. O jogo com o Congo Brazzaville deve ter sido observado por Srdjan Vasiljevic e pupilos, em busca de um melhor conhecimento daqueles que vão defrontar.
Augura-se que depois do empate com o Burkina Faso, na estreia de terça-feira, e com mais três dias de recuperação, a Selecção Nacional hoje “dome os leões” ou “adormeça os camarões” e obtenha a vitória que ajude com segurança a caminhada para o sonho africano.

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