Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Dupla misso

31 de Julho, 2015
A Selecção Nacional de basquetebol sénior feminina começou ontem a preparar os dois grandes compromissos que tem pela frente este ano, nomeadamente os Jogos Africanos a disputarem-se em Setembro próximo, no Congo Brazzaville, e o Afrobasket no final do mesmo mês nos Camarões.

Quer numa, quer noutra prova, as angolanas vão imbuídas do espírito de vitória, ou seja, alcançar o pódio máximo para regressarem ao país com os títulos das referidas competições na bagagem. Este é o grande objectivo que norteia o grupo de jogadores convocado há dois dias pelo seleccionador nacional Jaime Covilhã.

Apesar de estar em grupos difíceis e ter de disputar as duas provas num intervalo muito curto, de apenas cinco dias, Jaime Covilhã, que substituiu no cargo Aníbal Moreira, nem por isso vira a cara à luta. O técnico reconhece que as tarefas são difíceis, mas já disse que é possível alcançar os objectivos.

As declarações do seleccionador nacional dão a convicção de que a equipa vai uma vez mais entrar em campo para não deixar os seus créditos em mãos alheias. O facto de a direcção da federação projectar um estágio para a Espanha e os Estados Unidos da América mostra bem que Angola não quer qualquer tipo de surpresa.

Apesar de ter deixado de fora algumas atletas com grande experiência, Jaime Covilhã valoriza o grupo que escolheu e acredita na sua qualidade e potencial. Espera-se apenas que a federação de basquetebol faça a sua parte na criação das melhores condições e que a selecção viaje para o estágio no tempo programado.

Ao contrário dos constrangimentos vividos pela selecção masculina, é importante que administrativamente estejam acauteladas todas as situações que possam atrapalhar o cumprimento escrupuloso do programa elaborado pelo seleccionador nacional, de modo a não haver brechas para eventuais justificações.

Temos fé que o grupo de atletas dá confiança e, com trabalho e espírito de abnegação, pode com maior ou menor dificuldade atingir os objectivos a que se propõe.

Depois da conquista dos títulos em 2011, em Bamako, e em 2013, em Maputo, que lhe garante o estatuto de campeã africana, Angola não espera outra coisa se não voltar a revalidar o título do Afrobasket feminino. Os Jogos Africanos vão ser um bom balão de ensaio antes do campeonato nos Camarões.

Espera-se, pois, que em Setembro próximo, no Congo Brazzaville e nos Camarões, apesar do quilate dos adversários que vamos ter pela frente, sejamos uma vez mais capazes de mostrar que somos a selecção campeã africana. A entrega, a voluntariedade e o espírito combativo devem persistir no grupo que começou há dois dias a desenhar o caminho para novas conquistas.

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