Jornal dos Desportos

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Opinio

Dvidas desfeitas

16 de Novembro, 2014
A decisão foi tomada depois de Marrocos ter confirmado a desistência de organizar a prova. Aliás, Marrocos queria o adiamento da prova devido aos riscos de contaminação do Ébola, mas a CAF não aceitou. “O Comité Executivo da CAF confirma que a Taça das Nações Africanas de 2015, vai ter lugar na Guiné Equatorial, nas datas previstas, de 17 de Janeiro a 8 de Fevereiro e em consequência, a selecção nacional da Guiné Equatorial está qualificada para a fase final do torneio, uma vez que representa o país anfitrião”, indicou a CAF em comunicado divulgado no seu site, depois de várias diligências junto dos filiados.

A Guiné Equatorial tinha sido desclassificada durante a fase de qualificação, por ter utilizado ilegalmente um jogador, ganha com a esta disponibilidade uma notoriedade no Continente e volta com todas as armas a albergar a maior prova continental a nível de selecções.

Quatro cidades foram seleccionadas para sediar a fase final do CAN2015, nomeadamente, Malabo, Bata, Mongomo e Ebebiyin. O sorteio vai realizar-se no próximo dia 3 de Dezembro, em Malabo, capital equato-guinense.

Face ao tempo, data de acerto e início da competição, estamos em crer que tanto a CAF como o governo liderado por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, vão ter de correr contra o tempo para que tudo esteja em prontidão, no dia 17 de Janeiro, dia em que se abrem as hostilidades.

Como se previa, a desistência de Marrocos em albergar a competição continental, obviamente, que tem custos. Assim é que, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou, defendeu na passada sexta-feira uma suspensão por quatro anos para a selecção de Marrocos. Durante esse espaço de tempo, os marroquinos vão estar afastados das provas continentais.

A organização do CAN'2015 foi atribuído a Marrocos, mas o receio de propagação do vírus Ébola, fez que o país pedisse um adiamento do torneio. A CAF, em resposta ao pedido de adiamento, retirou a organização a Marrocos e desclassificou-o da prova, com a alegação, de que isso ia retirar toda a credibilidade à CAF.

“As regras são claras,” contou Hayatou e lembrou que quando a Nigéria boicotou o CAN em 1996, depois do seu presidente impedir a selecção de ir à África do Sul, esta ficou suspensa durante quatro anos. “Não pode haver dois pesos e duas medidas”, admitiu.

Em termos meramente competitivos e sem contar com os jogos ontem disputados, a Tunísia foi a terceira selecção a garantir uma vaga, na fase final da prova, junta-se à selecção da Argélia, que integra o grupo B e de Cabo Verde, líder do grupo F, que já asseguraram um lugar há três semanas atrás.

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