Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

importante reflectir

09 de Maio, 2014
Se em termos competitivos não há razões de queixa, o mesmo já não podemos dizer da vida dos treinadores. A cada jornada cresce a dúvida e a incógnita sobre quem vai ficar no desemprego. Parece que a moda pegou. Em dez jornadas já houve cinco "chicotadas", à razão de um a cada duas jornadas.

A mudança de treinador é normal. Não apenas em Angola como no resto do mundo, onde o futebol tem uma grande projecção. Aliás, os técnicos dependem dos resultados. A sua sobrevivência está dependente das vitórias e das derrotas. Se ganham são idolatrados, se perdem a critica cai por cima dos seus ombros.

Mas nem sempre uma mudança traz resultados. A substituição nem sempre é a melhor alternativa. Muitas vezes os resultados são piores. Esta realidade é bem visível na nossa competição interna.

Vejamos os exemplos. O 1º de Agosto "desempregou" Daúto Faquirá e "empregou" Dragan Jovic. Resultado, duas derrotas consecutivas. O Interclube mandou embora Mirsad Omerhoszil e colocou a equipa sob o comando do adjunto José Luís Borges. Resultado, foi derrotado em pleno 22 de Junho na estreia.

O União do Uíge demitiu o treinador e entregou o comando da equipa a Mbiyavanga Kapela. Resultado, a equipa foi humilhada em Luanda, onde perdeu por 1-6 diante do Petro de Luanda.

O curioso desta "chicotada" é que ela aconteceu depois de a equipa ter realizado uma excelente exibição. Travou no Uíge o campeão, a quem impôs um empate. Nem isso serviu de atenuante para o técnico continuar o seu trabalho.

No 1º de Maio a situação é semelhante. Agostinho Tramagal ainda não convenceu. A equipa ocupa a última posição da tabela. No ASA, nem tanto assim. O substituto de Ernesto Castanheira, Samy Matias, está a fazer melhor, ninguém duvida, mas ainda muito distante daquilo que representa a equipa do aeroporto no contexto futebolístico nacional.

Os nossos dirigentes têm de reflectir, no começo da época, se é viável ou não contratarem este ou aquele técnico. Antes da contratação devem saber o seu historial. Infelizmente isto dificilmente acontece.

Muito técnicos não conseguem adaptar-se à nova realidade e o fracasso não é senão consequência dessa falta de adaptação. Conhecer a mística e a cultura do clube são fundamentais.

Mas há outros quesitos importantes, a questão administrativa, por exemplo, porque nem sempre os fracassos são responsabilidade do treinador.

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