Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ebulio em Calulo

18 de Agosto, 2014
Logo mais aqueles que se expressam na linguagem do futebol terão as atenções voltadas para a peque vila de Calulo. Recreativo do Libolo e Petro de Luanda jogam entre si naquele que é sem dúvida um dos jogos mais importante dos quartos-de-final da Taça de Angola, a segunda competição mais importante do nosso calendário futebolístico.

Pese embora verificar-se algum desnível entre as duas equipas na ordem classificativa do campeonato nacional da primeira divisão porém temos de convir que uma competição nada tem a ver com outra. E aqui pode se verificar uma correlação de forças quanto mais não seja a alternativa última de salvar a época para uma equipa na condição do Petro que no Girabola pouco ou nada mais espera.

Além demais Recreativo do Libolo-Petro de Luanda constitui, em qualquer circunstância, um desafio com a particularidade de despertar a atenção geral, talvez até de quem de futebol não seja um entendido declarado. O histórico diz-nos que em jogos disputados entre estas duas equipas o fiel da balança pende sempre a favor da turma petrolífera. Aliás, estamos recordados da derrota infligida muito recentemente aos caseiros para o campeonato.

Nas últimas temporadas, quer se encontrem em jogos de campeonato quer o façam para a Taça de Angola, as duas equipas sempre procuraram proporcionar um espectáculo futebolístico de qualidade. É esta particularidade que torna o jogo de logo mais num prato quente que um bom apreciador de futebol não se deve dar à veleidade de perder.

Em todos as competições os jogos entre equipas de primeiro plano têm a particularidade de atiçar acesos debates entre adeptos e incentivar apostas entre os mais ferrenhos, que, muitas vezes, longe de perceberem que o jogo de futebol é passível de três resultados, nunca enquadram a derrota nas previsões.

É desta forma efusiva que, de certeza, estão a viver os adeptos de ambas as equipas, mesmo com o abismal fosso pontual que se verifica na ordem de colocação classificativa entre uma e outra. Também é verdade que este não é motivo que lhe subtraia interesse, sobretudo porque quando estas duas equipas se encontram, para os seus adeptos o que conta não é tanto a pontuação mas a exibição e o espectáculo.

Estão as condições criadas para que hoje o estádio Patrice Lumumba registe uma das suas maiores enchentes traduzida na presença da falange de adeptos dos dois conjuntos que, na certa, vão saber, na sua forma entusiástica de vibrar, e sempre com espírito de “fair play”, valorizar a contenda.

De resto, Libo-Petro jamais protagonizaram um jogo insípido, porque por entre alguma crise de qualidade de que enferma o nosso futebol, estas ainda são das poucas equipas com um toque de bola aceitável e cujos jogos vale a pena assistir.

Deixa, pois, de haver receio de que hoje as coisas venham a ser diferentes. A diferença, se é que venha a marcar presença, pode consistir apenas no desfalque de uma das equipas, no caso o Petro de Luanada que não contará com o concurso do médio Gilberto a cumprir castigo federativo.

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