Jornal dos Desportos

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Opinio

Eleies na FAF

09 de Novembro, 2016
As eleições na Federação Angolana de Futebol (FAF) acontecem no dia 17 de Dezembro. Embora a um mês do pleito, é quase certo que sejam dois candidatos à corrida, ou seja, os que já deram a cara, José Luís Prata e Artur Almeida e Silva.

Quem for eleito, vai encontrar o futebol nacional num momento em que necessita de novas soluções para retirá-lo do marasmo em que se encontra, clamando por estratégias para alavancar Angola no resgate do prestígio que já teve no continente africano, com a prova maior, o CAN, em que já teve a oportunidade de marcar presença em sete ocasiões.

Durante a campanha eleitoral, os candidatos devem auscultar atentamente a família do futebol nacional, sobretudo, pessoas com grande experiência que possam dar imputes para a melhoria da modalidade.

É verdade também que não há muito a dizer, o que falta mesmo é implementar tudo o que durante anos já se discutiu e deliberou como as melhores políticas ou soluções para o rei -futebol no país.

Ainda no ano passado tivemos uma Conferência Nacional sobre o Futebol, e de lá saíram recomendações, que tal como em outras ocasiões estão engavetadas, tão somente por falta de vontade.

Daí que, para os candidatos não basta apresentarem projectos cheios de ideias, muito bonitos no papel, que depois não tenham pernas para andar, como soe dizer-se, ou seja, de difícil execução, que obriguem a sere remetidos de novo às gavetas para mofar, tudo porque a intenção é apenas fazer "show-off".

Entre nós, o futebol é a modalidade mais popular, é bom que os seus problemas sejam discutidos numa base alargada, num exercício de métodos mais eficazes para a execução de tudo quanto seja orientado para implementar, olhando para as directrizes que são, efectivamente, exequíveis.
É importante que os candidatos não andem pelo país e se sentem com as pessoas para dar a ideia de que há vontade de ouvi-las. Os conselhos, as sugestões e ou recomendações devem merecer o acolhimento para posterior materialização.

Pensamos que quem percebe bem de futebol e esteja atento ao que efectivamente enferma a nossa realidade, não deixe de olhar às questões como maior investimento nas camadas de iniciação, em todas as suas vertentes, a formação de técnicos e dirigentes, a melhoria da estrutura organizativa de gestão dos clubes, a melhoria de treinos, a possibilidade do Girabola evoluir para uma liga, melhorar a regulamentação e legislação das principais competições nacionais, entre outras, que directa ou indirectamente influenciem o próprio futebol.

José Luís Prata e Artur Almeida e Silva devem centrar as baterias nestas questões, porque no fundo é tudo isso que os encontros, as conferências, os debates sobre o futebol nacional sempre tiveram como as grandes recomendações.

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