Jornal dos Desportos

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Opinio

Eleies no andebol

17 de Fevereiro, 2017
As eleições nas associações desportivas têm vindo a ser marcadas por forte disputa. Vimos ao longo do ano passado em algumas federações qual foi a batalha em que se viram envolvidos os candidatos na perspectiva de atingir os cargos a que se propunham. O futebol terá caracterizado, indubitavelmente, o exemplo mais palpável. De resto, a corrida mobilizou três listas, ou, se preferirem, três candidatos.

Durante o período de campanha estes percorreram o país, passando a sua mensagem para sensibilizar os associados e por esta ordem merecerem o voto de confiança destes. Curiosamente, os candidatos foram todos homens intrinsecamente ligados ao futebol, de sorte que houve alguma corrente que acreditava numa lista de consenso. Mas isto não aconteceu. As três listas foram mesmo submetidas à votação.

Como das três só uma podia vencer, venceu aquela que convenceu os associados, estando agora o país futebolístico na expectativa de ver se conseguem os seus integrantes, uma vez alcandorados na direcção da federação, tornar exequíveis as ideias que na hora da caça ao voto não passaram de meras promessas. O tempo ainda não é de cobrança, porque as coisas não se fazem num abrir e fechar de olhos. Mas chegará a hora.

Cenário quase idêntico verifica-se na Federação Angolana de Basquetebol, onde Paulo Madeira tem a concorrência de Hélder Cruz. Os dois candidatos também não andam a dormir. Trabalham arduamente em prol das respectivas campanhas. Aliás, para estes, o dia de hoje está consagrado à reflexão, sendo que o acto acontece já amanhã sábado.

Mas é da eleição na Federação Angolana de Andebol que gostávamos nos debruçar. Neste órgão, cujo acto eleitoral está marcado para 16 de Março, não haverá o corpo-a-corpo a que assistimos nas outras federações. Pedro Godinho, o presidente cessante concorre à própria sucessão sem oposição.
Há quem pergunta se não haverá no andebol outros homens capazes de dirigir a FAAND.

Estas curtas linhas surgem apenas para responder a estas pessoas. No andebol pode haver sim homens que queiram assumir as rédeas da federação. Mas uma coisa é querer e outra é ter capacidade de execução. Godinho mostrou nos dois últimos mandatos como presidente, que é um homem empreendedor para além de viver a modalidade no sangue.

Com ele no leme a modalidade conheceu um grande sopro de vitalidade, assim como a outro nível foram desenvolvidas acções vistosas, que acabaram por elevar o seu prestígio enquanto dirigente, não só no país como também no continente, onde já se desdobra, com facilidade, nos corredores da própria confederação africana da modalidade. Em resumo, ele vai a solo porque haverá receios de o enfrentar. Por isso, deixe-se o homem seguir em frente para bem da modalidade.

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