Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Em frente o caminho

28 de Setembro, 2014
Uma derrota que em nada belisca, em termos de objectivos estratégicos, os caminhos delineados para o que se pretende para o desenvolvimento do futebol jovem no país, particularmente a partir dos escalões de formação.

As situações anómalas que envolveram a preparação dos jovens jogadores do seleccionado nacional, e que de certo modo podem ter contribuído para o resultado negativo alcançado em casa do adversário, deve levar a que se veja com outros olhos os escalões de formação.

A presença do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, numa das sessões derradeiras de treino, antes da viagem para o jogo, é um exemplo que deve ser seguido por parte dos elementos que fazem parte da estrutura federativa, alguns acusados de ficarem longe no acompanhamento às selecções jovens.

O trabalho deve ser constante, a exemplo do que se vê na Academia de Futebol de Angola e nos clubes que têm escolas, como o 1º de Agosto, de onde vão sair, seguramente, verdadeiros talentos para o futebol nacional, sem temermos, em momento algum, o estigma da adulteração das idades.

As vitórias dão alento e chegar ao CAN era um marco brilhante na carreira de cada um dos integrantes da Selecção Nacional, mas eles aprenderam, com a derrota, que as vitórias e os êxitos no futebol são preparados, atempadamente, pelo que nada acontece por acaso.

Cultivar o futuro do futebol nacional significa lançar hoje as semente, com a paciência necessária para ver num resultado negativo não um grande revés mas sim uma grande lição para os tempos que aí vêm.

A maior virtude no trabalho com os jovens é a perseverança que se deve ter no dia-a-dia, dado que os atletas nessa etapa da sua carreira precisam de uma atenção especial, é nela que se começam a moldar os jogadores para um futuro promissor.

Nzuzi André e a sua rapaziada podem estar cientes de que em frente é o caminho. Os frutos do trabalho que desenvolvem demoram o seu tempo a aparecer. As derrotas nesta altura servem para reforçar a crença nos dias que hão-de vir e de lição para os mais novos que seguem as suas pegadas no trabalho de formação a que têm sido submetidos, na procura da excelência para o futebol angolano, no futuro.

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