Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Emoes ao rubro

29 de Março, 2014
O jogo entre os eternos rivais vai colocar frente a frente dois candidatos ao título, embora neste momento só o conjunto do Palanca detenha esse estatuto, em função daquilo que as duas equipas produziram até aqui.

Mas dérbi é sempre dérbi e o desta jornada não foge à regra, visto tratar-se de um verdadeiro teste para as duas equipas. Obviamente sob perspectivas diferentes.

Para o Kabuscorp trata-se de um exame à segurança de ocupar o primeiro lugar, em parceria com o Benfica de Luanda e o Recreativo do Libolo e com uma vantagem de sete pontos sobre o seu adversário de mais logo.

Para o 1º de Agosto está em causa a conquista de uma posição de relevo na tabela classificativa. O começo de época está muito aquém das expectativas. Jamais alguém imaginava que os militares estivessem nesta altura na 13ª posição, com apenas três pontos dos 12 possíveis.

Uma derrota compromete seriamente os seus objectivos, apesar de Daúto Faquirá ter colocado ordem na casa. O dérbi é, contudo, um exame ao estofo de uma equipa que pretende sacudir a letargia que a vem apoquentado desde o começo da época.

Para quem gosta mesmo disto, o Kabuscorp-1º de Agosto é uma ocasião única, daquelas que aparecem uma vez por década, se tanto, mas mais especial ainda do que é costume. Pode nunca ter havido um jogo tão caprichoso, mais por culpa da equipa do rio seco que tem defraudado até aqui.

Pelo lado da equipa do Palanca está latente a consciência de que também se tomam decisões históricas. Bater hoje o 1º de Agosto e empurrá-lo ainda mais para o abismo é um desejo que invade não só jogadores, equipa técnica e dirigentes mas também os muitos adeptos palanquinos. Seria uma forma de lançar ainda mais confusão nos planos futuros dos rivais.

O 11 de Novembro é o palco onde Kabuscorp e 1º de Agosto esgrimem argumentos para mostrarem ao país desportivo quem é melhor e qual das equipas merece o estatuto de candidata ao título. Estão reunidas todas as condições para um jogo fantástico.

O futebol é encantador porque continua a ser um jogo de 11 contra 11. É nesta magia que reside a beleza que move montanhas e deixa apaixonados milhões de adeptos. Tudo o que está fora do rectângulo do jogo, adulteração da verdade desportiva, corrupção na arbitragem e viciação das regras do jogo como forma de controlar o sistema, colocando-o ao seu serviço, não interessa. Quem ama o futebol e o seu clube só pode pugnar pela verdade desportiva. É isso que todos esperam logo à tarde.

E esta é só uma pequena parte do que vai caber naquele hectare de relva, onde os eternos rivais jogam muito do seu futuro neste clássico.

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