Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Emoes de volta

29 de Agosto, 2017
Após mais um interregno que serviu para a preparação da Selecção Nacional que disputou as eliminatórias ao CHAN\'2018, o Girabola regressou aos campos, no fim-de-semana, com a disputa da 22ª jornada marcada por uma forte disputa, tal como se pode verificar pelo equilíbrio nos resultados. A excepção foi a goleada por 3-0 infligida pelo Recreativo da Caála ao Santa Rita de Cássia.

Aliás, a prova entrou numa fase em que as equipas concorrentes não se podem dar à veleidade de conceder facilidades. Aliás, todas correm à velocidade de cruzeiro, em busca dos seus objectivos. Os candidatos correm para o título, outras outras lutam pela melhoria da classificação na edição passada, há ainda outras que procuram estar longe do espectro da despromoção. A batalha não está para menos, e, até ao cair do pano, vamos assistir a capítulos super-interessantes.

A luta pela liderança, para não falar agora e já do título, está a animar o certame. Passado que foi o despique no primeiro turno, em que equipas como Petro de Luanda, 1º de Agosto, Sagra Esperança e Kabuscorp revezavam-se na liderança, agora, só as primeiras duas repartem o protagonismo. As outras duas parece que estão a perder terreno de forma gradativa. É arriscado apontá-las hoje como candidatos ao título, tal a desvantagem pontual em relação ao primeiro classificado.

E, não bastasse isso, uma recomeçou o torneio a perder. Os palanquinos perderam com o Progresso do Sambizanga, ao passo que o 1º de Agosto venceu os lundas, por 1-0. Por esse andar, a estrada para o título começa a ajeitar-se para militares e petrolíferos. Mesmo que se diga que matematicamente até o quarto classificado ainda pode chegar lá, ainda assim, são hipóteses remotas.

O 1º de Agosto não cede terreno, aliás, de um campeão não se podia esperar outra atitude. A equipa procura revalidar o título, enquanto o Petro, que tem o nome inscrito na história do futebol angolano, procura sacudir a crise de títulos e colocar-se numa posição mais dignificante. Por esta razão, não devemos perder de vista que a direcção de Tomás Faria procurou desde o começo da prova discutir posições cimeiras. E, com a prova ainda a meio da segunda volta, pensamos não estar nada perdido.

Enfim, tudo indica que vamos assistir a uma ponta final interessante, em que nenhuma das equipas catalogadas como candidatas ao título pode dizer que é superior à outra. Aliás, ao que tudo indica, a luta há-de ser dura e interessante. Costuma-se dizer, que a segunda volta é decisiva. Não se encaixam nela permissividades. As equipas devem ser determinantes e ousadas, sob pena de verem os seus objectivos fracassados.

Todavia, espera-se que a prova não perca o fulgor. Continue a atrair público aos Estádios, continue a ser discutida pelo público assistente, sem importar o local da contenda. Em todo o caso, esperamos que as oito derradeiras jornadas sejam disputadas sem mais interrupção, sob pena das equipas acusarem quebra de ritmo competitivo, o que pode influenciar na classificação final.

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