Jornal dos Desportos

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Opinio

Emoes esto de volta

20 de Fevereiro, 2014
Quatro meses depois a bola volta a girar, trazendo as emoções aos estádios que vão receber a maior prova futebolística do país, o Girabola. Até que enfim, devem estar a dizer os amantes do desporto-rei, porque esperar quatro meses para voltarem a ver as suas equipas não é fácil.

Mas a prova está aí, depois de um defeso prolongado e com todos os ingredientes para se tornar no mais competitiva de sempre, em função dos investimentos que grande parte das equipas fizeram para prestigiar a maior competição futebolística do país.

As equipas, com predominância para os chamados “candidatos”, reforçaram-se com jogadores provenientes de outros campeonatos, incluindo dos escalões de formação, factor importante e, quiçá, determinante, para o desenvolvimento sustentado do futebol.

A contratação de jogadores experientes são sempre bem-vindas, trazem mais-valia a qualquer campeonato. No caso concreto da presente edição do Girabola, o congolês Tresor Mputu Mabi, contratado pelo campeão Kabuscorp, é a principal referência.

É difícil apontar um candidato, embora o Kabuscorp, na qualidade de campeão, surja na frente. A equipa do Palanca, que conquistou o seu primeiro título nacional na temporada passada, depois do segundo lugar em 2011, está a demonstrar que é, de facto, uma potência emergente no panorama desportivo nacional.
Contudo, temos de realçar que o passado é passado.

Estamos em 2014 e tudo começa do zero. As dezasseis equipas partem em igualdade de circunstâncias, embora reconheçamos que a qualidade dos plantéis difere de equipa para equipa.

O Petro de Luanda é a equipa com mais títulos. Soma 15 troféus conquistados no Girabola, o primeiro dos quais em 1982. Um facto que lhe confere o estatuto de candidato crónico. Porém, da teoria à prática vai uma grande distância. O último foi conquistado em 2009, com Pedroto no comando.

O seu arqui-rival, 1º de Agosto, outro crónico candidato, leva um jejum maior. Foi em 2006 que conquistou o seu último título, na altura sob batuta do holandês Yan Brouwer. De lá para cá o insucesso tem sido a palavra-de-ordem.

Talvez para colmatar este vazio de títulos se tenha reforçado com sete jogadores, com destaque para o internacional angolano Mateus Galiano. O jogo entre o Petro de Luanda e o Kabuscorp, para a Supertaça, que abriu a nova temporada futebolística, foi um aviso à navegação. Serviu para aferir que vamos ter campeonato até ao fim.

O baptismo do Gira 2014 acontece já amanhã, com o jogo entre o Benfica de Luanda e o ASA. Um jogo entre duas equipas que na temporada passada lutaram até ao fim para evitar a despromoção.

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