Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Emoes na Taa

17 de Agosto, 2014
A Supertaça, reservada para a sua abertura, é a primeira, seguindo-se-lhe o Girabola e a Taça de Angola. Portanto, há para as equipas intervenientes várias opções para não terminarem sem conquista no palmarés, pelo menos para aquelas que se assumem ganhadoras.

Afinal, há quem se saia bem no Girabola e capaz de não ter o mesmo sucesso na Taça de Angola. E aquele que fracassa no Girabola e que encontra salvação na Taça de Angola. Tudo varia. Assim é que com o Girabola embalado, quase a meio da segunda metade, dá-se lugar no presente fim-de-semana à disputa dos quartos-de-final da Taça de Angola.

A prova , diga-se em abono da verdade, está cheia de interesse e atracção. De resto, as equipas que atingiram esta fase, por sinal as mesmas que animam o campeonato nacional da primeira divisão, fazem tudo mais alguma coisa no sentido de irem mais além e tentar mesmo conquistar o troféu. A compita está animada e promete outros contornos.

Faz todo o sentido que assim seja. Pois o Girabola não regista equilíbrio classificativo. Embora matematicamente ainda nada esteja perdido para as equipas que fazem sombra ao líder, também não é menos verdade aferir aqui que o Recreativo do Libolo tem tudo para chegar ao seu terceiro título nacional, só deixando escapar o pássaro se falhar na política de gestão.

Por tudo isso, as outras equipas têm toda a obrigatoriedade de darem o máximo nesta competição, onde se desenha a possibilidade de virem salvar a época. Equipas que se prezam, que em regra entram para a época com uma mão-cheia de promessas, não devem terminar em branco, embora a acontecer também não seja escandaloso ou algo do outro mundo.

Na verdade, a prova está interessante. Depois do desfecho dos jogos de ontem, todas as atenções agora ficam centralizadas no de amanhã em Calulo, entre Recreativo do Libolo e Petro de Luanda, a ver como fica a chave das meias-finais. O Libolo, apesar de estar em posição de vantagem no Girabola, esmera-se fortemente na Taça.

Aliás, de outra forma não podia ser. Pois, tal como já aludimos, matematicamente ainda não tem o título do Girabola assegurado em pleno, e com a experiência que tem procura, certamente, jogar no seguro. Mas ao menos leva dois pássaros na mão, ainda que escape um ficará outro, a não ser que esteja com todo o azar do mundo e perca os dois, o que não é crível.

Portanto, a Taça de Angola está ao rubro. E tudo indica que assim será até a final do dia 11 de Novembro, o que é extremamente salutar, para uma competição com a sua complexidade, que começa com quase três dezenas de equipas, para depois de um processo sucessivo de eliminatórias terminar apenas com duas.

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