Jornal dos Desportos

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Opinio

Empreitada no Cairo

10 de Julho, 2016
É uma empreitada em que os angolanos pretendem exceder-se, para alcançar um resultado, que abra perspectivas de qualificação.

Depois do brilharete em 2001, em que venceu a competição, Angola torna a ficar próximo de fazer parte da maior cimeira do futebol jovem continental, e assim, inscrever uma vez mais o nome, no historial desta prova. A ambição dos jovens comandados de Samy Matias é alta, que leva os angolanos prosélitos da modalidade, a depositem grande confiança na rapaziada.

O grupo comandado tecnicamente por Samy Matias tem plena consciência das dificuldades a enfrentar, na cidade egípcia do Cairo, porque encara um adversário competitivamente diferente daquele que afastou na eliminatória passada que se equilibrava, em termos competitivos.

O opositor desta tarde é mais competente. É um país com tradição no futebol e com conquistas assinaláveis, não só em termos de selecções, como de clubes, a nível das provas continentais. É, por isso, um adversário francamente pesado, que deve merecer cautelas para evitarmos que se comprometa a eliminatória, logo na primeira - mão.

Concretizar o objectivo de chegar pela segunda vez, à fase final de um CAN da categoria, é o grande objectivo deste grupo liderado pelo ex - treinador aviador, Samy Matias, talhado para a formação, tal é a empatia entre o técnico e os jovens jogadores.

O comandante do leme que navega rumo ao CAN da Zâmbia, afirmou sempre a pré-disposição dos pupilos para esta grande empreitada, acredita sem vacilar de que é possível sonhar a presença no CAN'2107. O discurso foi de quem conhece bem o grupo que comanda e a confiança que transmitiu, durante toda a fase de preparação.

Depois de 15 anos de ausência, era na verdade fantástico que o país voltasse a testemunhar o regresso dos Palanquinhas, à fina-flor do futebol continental. Como se disse há dias, uma nova qualificação da selecção ia ajudar a alavancar o actual momento do futebol nacional, que passa por uma fase menos boa, depois da pálida imagem deixada pela selecção principal, nas eliminatórias de qualificação ao Mundial de 2018, na Rússia, e ao CAN do próximo ano, no Gabão.

A eliminatória que hoje se decide, é decisiva, quer quanto ao jogo da primeira - mão, no Cairo, quer quanto ao da segunda, em Luanda, na partida de resposta. Temos de tirar proveito das oportunidades que se nos apresentem, para criarmos qualquer que seja a vantagem.

De longe, vamos transmitir o nosso calor à selecção, porque precisa do apoio de todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene.

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