Jornal dos Desportos

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15 de Janeiro, 2018
A Selecção Nacional de futebol cumpre hoje o último treino antes de fazer a estreia amanhã no CHAN de Marrocos, diante da congénere do Burkina Faso, em partida pontuável para a primeira jornada do Grupo D. Iniciar a competição com uma vitória é o objectivo do grupo liderado tecnicamente pelo sérvio Srdjan Vasiljevic.Depois da vitória nos dois jogos de preparação, um em Luanda, diante do Domant FC, e outro em Agadir, frente à Guiné Conacry, ambos por 1-0, os Palancas Negras esperam poder continuar na senda dos triunfos não só para começar este CHAN com o pé direito, mas também como forma de manter o grupo motivado e alimentar o sonho de fazer uma boa campanha.
Apesar de uma preparação sem estágio e com início um tanto quanto fora do período desejado, em função da contratação tardia do seleccionador nacional, ainda assim a equipa técnica soube consolidar alguns processos iniciados pelo anterior treinador, o hispano-brasileiro Beto Bianchi e conciliar com a nova estratégia de Srdjan Vasiljevic.
Para o jogo de amanhã, os Palancas Negras apresentam-se já mais homogêneos, podendo enfrentar com um maior equilíbrio o seu primeiro adversário, por sinal um dos candidatos do grupo a transitar à fase seguinte. A selecção do Burkina Faso não é um \"outsider\" para Angola, pois entre si vão fazer o seu sétimo jogo, com as estatísticas a darem vantagem aos adversários com três vitórias, contra duas dos angolanos, e um empate.
Estes condimentos sugerem à partida um jogo difícil para a Selecção Nacional mas ao mesmo tempo uma oportunidade para equilibrar o ligeiro défice estatístico. Tratando-se de uma competição que envolve jogadores dos campeonatos internos, não se pode esperar por um jogo com um acentuado desnível competitivo, apesar do ranking colocar os burkinabes uns degraus acima dos angolanos.
Já ambientados com o palco da competição onde se encontram há uma semana, os pupilos de Srdjan Vasiljevic esperam não defraudar neste regresso do país à segunda maior prova futebolística do continente, na qual marcam a terceira presença, depois da estreia em 2011, com uma assinalável chegada à final, e outra participação em 2016 na qual não foram além da primeira fase.
Embora os objectivos passam por chegar à fase seguinte, ainda assim é possível interpretar que pela cabeça dos jogadores e equipa técnica a missão é muito mais ambiciosa, não se descartando mesmo o sonho de voltarem a chegar à final e, quiçá, saírem de Marrocos com o troféu de campeão.
A empreitada não se afigura fácil mas também não se mostra impossível, não obstante todos os constrangimentos vividos pela Selecção Nacional, com a indicação tardia do técnico, a preparação meio atribulada com a \"fuga\" ou recusa de alguns jogadores bem como a falta de um estágio pré-competitivo, que poderia dar um outro endurance ao grupo. Ainda assim, sonhar não é proibido, mas para o começo uma vitória amanhã diante do Burkina Faso já seria um bom pontapé de saída para a concretização do sonho africano.

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