Jornal dos Desportos

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Opinio

Erros de arbitragem

28 de Agosto, 2016
É ponto assente que o futebol é a modalidade rainha do desporto e em jogos oficiais a presença de um juiz é indispensável. Sem o homem do apito não há futebol. A presença do arbitro numa partida de futebol é tão fundamental que em certos casos o jogo pode ser adiado até que se resolva a questão da arbitragem.

Entretanto, embora seja uma tarefa que envolve muita responsabilidade e justiça, os homens do apito são imperfeitos e por isso estão sujeitos a erros. Além disso existe outro fenómeno que pode influir em más arbitragens: a corrupção. Este mal é tão frequente que na maior parte dos casos mesmo que o juiz não seja corrompido uma falha pode logo ser interpretada como sendo fruto de corrupção.

Para agravar ainda mais a situação a autoridade do arbitro é quase irrevogável. Muitos campeonatos, Mundiais, e outros eventos do mundo do futebol foram conseguidos com erros crassos de arbitragem. Golos marcados com mão, penaltes inexistentes ou forçados, faltas para castigos máximo não assinaladas ou inventadas, golos em posição irregular e assim por diante decidiram jogos e consequentemente contribuíram para a conquista ou perdas de campeonatos.

Em função destes erros os árbitros são alvos de duras críticas, quer elas sejam motivadas por corrupção ou erro humano. Alem das críticas os árbitros correm risco de vida e em alguns casos o pior pode acontecer. O órgão reitor limita-se a punir o juiz com alguns jogos de suspensão e nada mais. A verdade desportiva é beliscada e todo esforço feito pela equipa prejudicada acaba por água abaixo para o desalento dos seus componentes.

Por outro lado mesmo que fique provado que houve um erro crasso por parte do juiz, as coisas mantêm-se como a partida terminar. Este caucionamento ao erro do arbitro pode motivar a corrupção activa ou passiva. Se a memoria não nos atraiçoa no CAN de 2013 disputado na África d Sul, um determinado jogador do Burkina Faso havia sido admoestado com a cartolina vermelha sem motivos válidos. Depois de rever o lance, a organização decidiu invalidar a punição dada ao jogador.

Acreditamos que se o órgão que superintende o futebol Mundial optar por revogar posições ou medidas do juiz que sejam rigorosamente confirmadas como tendo sido injustas e que influenciaram no resultado haverá mais justiça no futebol. Não nos esqueçamos que o arbitro é humano e sujeito a erros. Mas independentemente desta realidade uma partida de futebol oficial só pode decorrer com a presença de um juiz.

Em função destes pressupostos podemos dizer que temos de ser realistas ao analisarmos as falhas da arbitragem não nos deixando levar por preconceitos. Para tal eles devem preocupar-se em proteger a sua imagem como homens, chefes de família e como desportistas por prepararem-se bem para ajuizar com justiça os jogos a que for designados.

Portanto, isto implica dizer que o quarto árbitro e o trio de arbitragem devem analisar os lances polémicos e depois de rigorosamente confirmarem que houve um grave erro devem repor a legalidade. Assim, com estas medidas, dissuadiria os corruptores e o arbitro não teria motivação para aceitar ou propor o “adoçante”. Consequentemente a sua integridade física estaria protegida e os resultados dos jogos seriam os mais justos possíveis. Não basta criticar a arbitragem. Temos de encontrar soluções viáveis para acabar com os erros crassos de arbitragem.

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