Jornal dos Desportos

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Opinio

Escolhas certas

08 de Abril, 2016
A Federação Angolana de Andebol definiu o rumo das selecções nacionais com a indicação dos responsáveis das respectivas comissões técnicas, e cujas escolhas recaíram para os treinadores nacionais.

Num período conturbado, devido à crise financeira que o país atravessa, e que exige dos gestores dos vários organismos uma grande ginástica na gestão dos poucos recursos financeiros que têm ao seu dispor, o elenco e Pedro Godinho mostrou lucidez na escolha dos treinadores que têm como missão manter ou mesmo elevar os níveis actuais das selecções que doravante vão orientar.

O maior desafio para o andebol nacional é a participação da selecção feminina nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em Agosto próximo, e ao técnico Filipe Cruz cabe a missão de orientar o "sete" nacional.

Angola já tem tradição nos torneios olímpicos como digno representante do continente africano. Nos Jogos do Rio, o país participa não como campeão continental, mas na qualidade de vice-campeão, mas os seus objectivos continuam os mesmos de sempre, ou seja, honrar o continente com uma participação que, de facto, vá de encontro ao nível que o andebol angolano já atingiu. Nos Jogos de Londres, em 2012, o "sete" nacional atingiu o oitavo lugar, e a ideia é manter ou mesmo superar essa posição nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A difícil situação financeira do país poderá em certa medida limitar a preparação da equipa nacional, uma vez que o programa contemplava o arranque dos trabalhos em Março passado, conforme referiu o presidente da federação, mas as ambições do conjunto nacional vão continuar a ser certamente as mesmas, aproveitando, até todas as oportunidades que surgirem que permitam a rodagem das potenciais integrantes da selecção para os Jogos Olímpicos.

E uma das formas, será a eventual participação do 1º de Agosto na taça das Taças Africanas, dado que o conjunto militar é a equipa que mais atletas fornece à selecção nacional, e essa participação na competição africana seria uma forma de preparação, também, para a maior cimeira desportiva mundial, este ano, no Brasil. Substituto de João Florêncio no combinado nacional, Filipe Cruz tem, ainda, como grande desafio, o resgate do título continental perdido para a Tunísia no último campeonato africano. A Selecção Nacional feminina vai de cabeça erguida para os próximos compromissos. A escolha da nova equipa técnica nacional permite augurar uma participação honrosa no Rio de Janeiro e a recuperação do título continental perdido, para que a hegemonia em África se mantenha.

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