Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Escolher os mais fracos

04 de Janeiro, 2017
O ciclo olímpico encerrou, algumas Federações não realizaram os pleitos eleitorais, contrariaram o que estava determinado. Cada uma com sua justificação, umas mais aceitáveis do que outras, o certo é que nem todas as Federações realizaram as eleições.

O procedimento normal era tratar todas as Federações nos mesmos termos. O certo é que a Direcção Nacional dos Desportos escolheu as Federações de menor expressão, e criou sem mais nem menos uma comissão de gestão, para gerir os destino dessas Associações, como a de Ténis, por exemplo. A questão que se coloca é porque razão a Direcção Nacional dos Desportos não tratou da mesma maneira a Federação Angolana de Basquetebol que mergulhou numa crise, por conta própria.

Se a Federação de Andebol esteve engajada na organização do Campeonato Africano, por isso, excluída do leque das que não realizaram as eleições, porém, todas as outras devem ser tratadas nos mesmos termos, se é que a Direcção Nacional dos Desportos faz questão de impor comissão de gestão, às federações.

Por outro lado, se a Federação de Andebol realiza eleições fora de prazo, assim como a Federação de Basquetebol, porque razão a Direcção Nacional dos Desportos não estabeleceu um prazo a partir do qual todas as Federações estavam obrigadas a cumprir? Se não procedeu desse modo, de onde vem, então, a autoridade "moral" para tratar de maneira diferenciada uns e outros!

Sem qualquer procuração para advogar esse ou daquele, apenas no estrito cumprimento da missão de questionar, qual seria o prejuízo para a Direcção Nacional dos Desportos, se desse um ultimato as Federações para realizarem as eleições? Se a intenção é apenas fazer cumprir a lei, por que escolher então as Federações tidas de menos peso, se a preocupação assenta precisamente nas Federações de maior peso, no desporto nacional.

Salvo melhor juízo, a intervenção da Direcção Nacional dos Desportos é desnecessária, e fere o princípio da autonomia, consagrado no artigo 29, da Lei do Desporto. A intromissão pode até considerar-se uma discriminação, visa apenas alguns quando todos se encontram na mesma situação. A Direcção Nacional deve respeitar o princípio da igualdade, e dar o mesmo tratamento a todos.

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