Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Esforo inglrio

23 de Novembro, 2015
O FC Bravos do Maquis foi o vencedor da 34ª edição da Taça de Angola, fruto da vitória (1-0) sobre o Sagrada Esperança na final da Taça de Angola. Despromovido do Girabola, a equipa do Moxico conquistou, por mérito próprio, o direito de representar o país nas Afrotaças, onde ia fazer a sua estreia absoluta.

Infelizmente o temor que se tinha apossado dos amantes do futebol nacional, sobre uma eventual desistência do representante do Moxico de participar na prova africana, é agora uma realidade nua e crua. O FC Bravos do Maquis anunciou de forma oficial a sua desistência da prova por não ter conseguido arregimentar os apoios financeiros para fazer face às despesas da competição.

A agudizada crise financeira que de um tempo a esta parte assola o clube, o que precipitou a sua despromoção da maior competição do futebol doméstico, Girabola, depois de duas brilhantes épocas nos anteriores, conseguindo numa das quais o honroso terceiro lugar, em 2013, acabou também por ser decisiva para esta tomada de posição.

Depois de muitos apelos e clamares não atendidos, não restou outra alternativa à equipa do Moxico, se não anunciar a sua desistência da prova. O representante das terras do Leste perde, assim, uma soberba oportunidade de fazer a sua estreia como digno embaixador de Angola na Taça da Confederação.

Apesar de a equipa técnica e os jogadores terem feito a sua parte, conquistando a Taça de Angola, administrativamente a direcção do clube não foi capaz de resolver o problema financeiro que permitiria à equipa participar na competição sob os auspícios da CAF, em que já estiveram equipas como o Petro de Luanda, 1º de Agosto, Interclube, Sagrada Esperança, Progresso Sambizanga, Atlético do Namibe, Benfica de Luanda, entre outras equipas.

O feito inédito de nada valeu para os maquisardes representando um duro golpe para os amantes do futebol do Moxico, que tanto clamaram pelo apoio à equipa da província. Com isso, questiona-se agora sobre o futuro do FC Bravos do Maquis. O futuro que passava por fazer uma boa figura na Taça da Confederação, agora parece apontado para um possível desaparecimento do próprio clube.

É preciso que as autoridades da província e os amantes do futebol no Moxico não deixem que esta perspectiva se transforme numa realidade, que a acontecer será de muita tristeza e representará um duro golpe para o futebol nacional.A crise que afecta o país do ponto de vista económico e financeiro deve servir para que se demonstre capacidade de gestão em momentos adversos e não de impotência e incapacidade para dar a volta por cima.

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