Jornal dos Desportos

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Opinio

Esprito olmpico

05 de Agosto, 2016
O Brasil recebe a festa do desporto do mundo e na cidade do Rio de Janeiro o "Cristo Redentor" abre os braços para acolher os milhares de desportistas que longe destas névoas negras, começam a partir de hoje e até ao dia 25 a lutar para perseverar os ideais olímpicos numa disputa sempre fraterna.

Na sede dos Jogos são esperados cerca de 17 mil atletas e oficiais de delegações e muitas são as estrelas que vão cintilar, desde a natação onde Michael Phelps é atleta mais medalhado da história do olimpismo presente, ao atletismo em que o Usain Bolt, o homem mais rápido sobre o planeta, marca presença.

Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos são disputado na América do Sul, numa altura em que o continente africano é o único que ainda não conseguiu juntar no seio solo a grande festa do desporto mundial.

Angola marca mais uma vez presença, e Luísa Kiala entra para a história como a 12ª porta bandeira angolana, depois de Fernando Lopes, 1980 (natação); Helder Neto, 1988 (judo); Jean Jacques, 1992 (basquetebol); Palmira Barbosa, 1996 (andebol); Nádia Cruz, 2000 (natação); Ângelo Victoriano e Elisa Torres, 2004 (basquetebol e andebol); João Ntyamba e Filomena Trindade 2008 (atletismo e andebol); Marcelina Kiala e Maria de Fátima "Faia", 2012 (andebol e judo).

No Rio de Janeiro, 26 atletas competem com a bandeira angolana, nas modalidades de andebol, judo, natação, remo, tiro aos pratos e vela, com atletas que esperam competir com a mesma humildade de sempre, mas imbuídos do espírito de representar da melhor forma a bandeira do país.
A crise que assola o país impediu que alguns dos nossos representantes tivessem a preparação que seria a mais desejada e que outros atletas pudessem eventualmente marcar presença, mas competir ao lado dos melhores atletas do mundo é uma oportunidade que nem todos têm todos os dias, pelo essa participação de Angola nos Jogos do Rio de Janeiro é já um ganho para os nossos desportistas.

Na vila olímpica, a bandeira de Angola está hasteada ao lado de outras dos 206 países participantes e pela vez, haverá uma equipa de refugiados, atletas que fora dos seus países buscam lugares seguros para a sua sobrevivência em outros pontos do mundo, e que levou o presidente do COi Thomas Bach a referir o seguinte:
“A participação dos refugiados nos Jogos Olímpicos é um sinal de esperança para todos os refugiados do mundo. Eles não tinham um país para defender e nem uma bandeira para competir. Agora eles têm. Nós também oferecemos uma casa a eles, a Vila Olímpica. A equipa fará o mundo ficar mais consciente da causa do refúgio, mostrando que todos podem contribuir para a sociedade”.

O Rio'2016 é uma festa e o Lema Olímpico Citius, Altius, Fortius, que em português significa "mais rápido, mais alto, mais forte", continua sempre presente na universalidade dos Jogos.

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