Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Estgios caseiros

20 de Janeiro, 2016
A crise financeira que atinge o país, obriga a uma mudança de mentalidade, também no desporto.A contenção de gastos deixou de ser uma expressão supérflua, para tornar-se em algo real, com que temos de conviver todos os dias. O desporto viu as suas verbas reduzidas, que se reflecte na delegação que vai estar presente nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.Os clubes aprendem a planificar e a empregar da melhor forma o dinheiro que têm nos cofres, cujos números estão muito longe dos dias de abundância que o país já viveu, com reflexos naturais na preparação para os desafios que têm nas diferentes disciplinas desportivas.

O cenário de hoje é diferente do passado. Em tempos recentes, por esta altura, assistia-se a uma correria de equipas para o exterior do país em estágios pré -competitivos para as provas em que estariam envolvidos, com o argumento que ficava mais barata fazer estágios fora do país do que nas nossas províncias. Algumas delas, como a Huíla e Benguela, por exemplo, mesmo com excelentes condições hoteleiras e com bom clima, eram preteridas em favor de cidades da Namíbia, África do Sul e mesmo Moçambique.

Nos dias que correm, vemos, prazerosamente, algumas formações a optarem por estágios caseiros. Lubango, Benguela e Luena surgem como o pouso seguro para equipas que preparam o Girabola e outras provas na nova época.O Petro de Luanda, que volta a assumir a candidatura ao título, escolheu o Lubango como seu "quartel-general" nesta fase, o mesmo acontece com o ASA, enquanto o Kabuscorp do Palanca e o Recreativo da Caála escolheram as "acácias -rubras" para a pré-época. Já o Interclube preferiu uma preparação no Leste do país, concretamente na cidade do Luena.

Escolhas que reflectem, seguramente, mudanças de atitude dos gestores destes e de outros clubes, já que nesses locais pelo menos jogos de controle não faltam, com a possibilidade, inclusive, de organizarem torneios quadrangulares.Com a opção das nossas equipas de futebol, a rede hoteleira é chamada a novas responsabilidades com a melhoria dos seus serviços, longe da apetência pelo facturamento fácil e imediato.

De resto, com os dias a correrem céleres para o arranque da nova época do futebol doméstico, a expectativa é que o cenário não mude muito até lá, até porque é crível que clubes como o 1º de Maio de Benguela e a Académica do Lobito sem muito dinheiro, não vão meter-se na aventura de estagiar fora do país, para não descerem de divisão, o mesmo acontece com o Porcelana do Cuanza Norte e 4 de Abril do Cuando Cubango, que têm os pés bem assentes no chão, sabem que cada cêntimo do magro orçamento deve se aproveitado ao máximo, dentro de uma preparação caseira.

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