Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Estgios no exterior

16 de Janeiro, 2015
Esta é a primeira análise que se pode fazer depois de analisarmos o caminho projectado pela maioria das equipas, na fase que antecede o início do Girabola.

Das 16 equipas que estão perfiladas na grelha de partida para a disputa de mais uma edição da principal prova do calendário futebolístico do país, apenas cinco têm programados os seus estágios no território nacional. Nomeadamente, o Recreativo da Caála, o Desportivo da Huíla, o Sporting de Cabinda, o Domant FC e a Académica do Lobito.

Do quinteto, chama a atenção a presença do representante do planalto central, o Recreativo da Caála, que a época passada também optou por não esbanjar dinheiro com estágios no exterior, depois dos gastos nas épocas anteriores. O presidente do clube caiu na real e deixou-se de mordomias.

Cinco equipas (Recreativo do Libolo, Benfica de Luanda, Kabuscorp, Sagrada Esperança e Bravos do Maquis) escolheram Portugal para os seus estágios de pré-época. Outras quatro, optaram pela África do Sul ( 1º de Agosto, Petro de Luanda, Interclube e Progresso da Lunda Sul). O Brasil pode ser o destino de duas equipas, nomeadamente o ASA e o Progresso do Sambizanga.

Não estamos a criticar a opção tomada por cada uma das equipas. Nada disso. Os seus dirigentes sabem perfeitamente o que estão a fazer. Contudo, algumas destas equipas tiveram a época passada alguns problemas financeiros, principalmente para pagar os salários aos seus jogadores e técnicos.

Diz a sabedoria popular que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Para dizer que alguns destes clubes que optaram por realizar os seus estágios de pré-época no exterior, em função do dinheiro que deve sair dos seus cofres, não podem voltar a cometer os mesmos erros da época passada.

Têm de ter os salários dos jogadores, dos técnicos e dos seus fornecedores em dia, porque os estágios no exterior permitem aferir que os cofres estão abarrotados. Temos de ser realistas connosco mesmo. Não podemos gastar mais do que a nossa capacidade financeira o exige. Chama-se a isso, luxo na miséria.

Após o estrelato vem a decadência. Todos temos noção desta realidade. Os gastos exagerados e desenfreados, aliados à falta de administração e responsabilidade com o pouco que temos, muita das vezes pode levar-nos ao fundo do poço.

No exterior ou no interior do país, o facto é que as 16 equipas, de acordo com as suas possibilidades financeiras, procuram dotar os seus jogadores com o potencial necessários e capaz de fazer frente à uma época que se espera muito competitiva e desgastante. Só esperamos que o arrependimento não venha depois.

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