Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Estamos no mundial

11 de Março, 2019
Angola logrou a qualificação ao campeonato do mundo de hóquei em patins, que se disputa em Setembro próximo em Barcelona (Espanha). Para tanto, o \"Cinco Nacional\" venceu o \"Africano\" da modalidade, que terminou ontem no Arena Kilamba. Num campeonato sem grande participação numérica, em face da desistência da África do Sul, por alegada falta de suporte financeiro, Angola foi claramente superior aos seus adversários, uma hegemonia que ficou patente logo na abertura, em que cilindrou, sem apelo nem agravo, o Egipto por 30-0.
O resultado, a todos os títulos, contra-natura, deixou claro que a luta pelo título ficaria resumida a duas equipas, Angola e Moçambique, ante a fragilidade do combinado egípcio, que terá vindo a Luanda mais para honrar o compromisso de participação, que propriamente com objectivo de discutir com os outros participantes o passe ao campeonato do mundo.
A Angola e Moçambique, por sinal as duas potências do hóquei em patins no continente africano, competia assim a disputa do título, com favoritismo quase repartido, à luz daquilo que é o seu potencial, embora com sinal mais para o anfitrião, não só pelo volumoso resultado vitorioso sobre o Egipto, mas sobretudo por jogar no seu habitat e contar com o calor do seu público.
E diga-se, de passagem, o jogo teve tudo de uma final entre duas equipas de outro nível, com um hóquei de apurado teor qualitativo, onde Moçambique acabou por ser um digno vencido, pela forma como se apresentou na quadra, e mais do que isso, pela capacidade de resistência que soube evidenciar. Entretanto, a vitória de Angola se justifica não só pela sua condição de selecção caseira, mas também pela forma astuta e inteligente como soube montar o seu esquema de jogo, que bastou para anular as investidas ofensivas dos irmãos do Indico.Agora consumada que está a qualificação, toca afinar a máquina para o campeonato do mundo, onde as últimas participações têm deixado um pouco a desejar do ponto de vista classificativo. Haverá que se aproveitar o tempo que nos separa da realização do certame, para arrumar uma equipa coesa e capaz de traduzir em êxito, aquilo que configura o objectivo principal do país.
Aliás, isto já não se pode ensinar, sendo do domínio absoluto da Federação Angola de Patinagem, da equipa técnica e do próprio naipe de jogadores. No \"Africano\" ficaram as provas da qualidade e da capacidade competitiva da selecção nacional, e no mundial a determinação deverá ser a mesma. É certo que aí já estarão os \"gurus\" da modalidade, mas não sendo o título a meta, na mesma haverá toda a necessidade de se lutar por uma classificação mais digna e honrosa.


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