Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Estreia no mundial

02 de Julho, 2017
Seja como for, ganhou mas encontrou algumas dificuldades na quadra, porque os rapazes de Raul Duarte procuraram complicar-lhe a empreitada. Ou seja, tentaram mostrar que estavam em campo para mostrarem aquilo que entendem também eles em matéria de basquetebol. Claro está que a Lei do mais forte se fez sentir e as coisas terminaram como terminaram.

Seja como for, ficou demonstrado que apesar dos contratempos que marcaram a fase de preparação, ainda assim a equipa tem algum capital competitivo. Isto é extremamente positivo, porque mesmo não estando no certame com ambições por ai além, também não estão para conceder facilidades ou se exporem ao ridículo.

Depois disto o que se pode pedir à rapaziada é que continue a vincar a mesma determinação, a mesma garra, a mesma ousadia de modo a que os próximos jogos não sejam um bicho de sete cabeças, mesmo encarando adversários temíveis como é por exemplo o caso dos Estados Unidos da América, um verdadeiro papão que tem no palmarés seis títulos conquistados.

De resto, é aquilo que o próprio seleccionador nacional tem vindo a apregoar. Temos um prestígio no basquetebol africano e por via disto estamos na obrigação de fazer uma boa figura, mesmo sabendo à partida, que o nosso potencial não permite chegar aos lugares mais cobiçados e honrosos do campeonato.

O importante é não se revelar demasiado permissivo. Nas vestes de campeão africano Angola tem, realmente, responsabilidade na prova, quanto mais não seja uma forma de justificar o seu potencial a nível continental e mostrar por que razão superou os adversários com quem disputou até ao limite o último título do campeonato africano. O trabalho não pode parar em busca de performances que ajudem a atingir as metas.

Aliás, não se pode duvidar que com mais determinação e crença pode pregar uma surpresa, alcançando uma classificação muito aquém das suas estimativas, o que seria uma chapada sem mão àqueles que não se entregaram na criação de condições que seriam ideias para uma selecção que vai a um campeonato do mundo.

Estamos certos que os erros cometidos no jogo de ontem hão-de merecer, certamente, uma atenção especial da equipa técnica, que deverá tratar de corrigi-los de modo a que as jogadas passem a ter um fio melhor coordenado e uma melhor finalização, e se elevarem os percentuais de conversão.

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