Jornal dos Desportos

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Opinio

Etapa crucial

29 de Julho, 2017
O Girabola é o campeonato das nossas alegrias, mas também é das nossas angústias. Mexe com todos, porque é a prova futebolística de maior dimensão do país, por isso mesmo, uma festa do povo. O Campeonato volta a rolar, após uma paragem arreliante que serviu para a Selecção Nacional colocar em dia os seus compromissos, e o facto de chegar à última eliminatória no apuramento ao CHAN, merece o sacrifício de alguns clubes e adeptos.

O Campeonato regressa numa etapa crucial do percurso, porque ao não estar ainda nada definido em termos de campeão, e em relação aos conjuntos que descem de divisão por força dos regulamentos do órgão que tutela o futebol nacional, no caso a Federação Angolana, a luta ganha novos contornos, no bom sentido, entre todos os intervenientes.

Do topo à base, está interessante ver como as 16 equipas presentes na prova evoluem ao longo deste tempo, que nos vai levar ao cerrar das cortinas, uma vez que a margem de erro para todas é mínima. Para já, a falta de verdade desportiva que pairava no ar, derivada de uma hipotética desistência das duas equipas benguelenses da prova, 1º de Maio de Benguela e Académica do Lobito, foi temporariamente afastada para longe, e tomara que seja pelo menos até ao fim deste Girabola.

Os dois emblemas garantiram a continuidade. Agora, o que se espera é que para além da próxima paragem que se aguarda com o último compromisso dos Palancas Negras nos próximos tempos, o jogo com o Madagáscar que vai decidir o apuramento ou não dos dois seleccionados para a fase final do CHAN, nada mais possa colocar em sobressalto o coração dos adeptos angolanos.

As emoções retomam numa altura em que o líder 1º de Agosto espera que o seu rival, Petro de Luanda, sinta a pressão que exercida por diminuir a diferença pontual que tem, pelo facto do campeão arriscar e jogar mesmo com mais de três jogadores na selecção, ao mesmo tempo que olha para trás com a ideia de continuar a subir, sempre à espera que os clubes que o seguem levem um tombo.

De resto, muita coisa ainda pode acontecer até o silêncio se instaurar pelos diversos Estádios do país, quando soar o último apito e decidir-se o campeão e as equipas despromovidas. Até lá, só conjecturas e a esperança que tudo decorra na Santa Paz, com o \"fair-play\" e a verdade desportiva sempre presentes.

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