Jornal dos Desportos

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Opinio

Exigncias do Girabola

18 de Dezembro, 2013
Há muitos anos que nos confrontamos com ameaças de desistências de equipas que disputam o campeonato nacional de futebol da primeira divisão. Em diferentes ocasiões, entendidos em futebol repudiaram a atitude. Pois, sabendo-se o carácter dispendioso do Girabola, as direcções dos clubes faziam melhor se avaliassem bem a sua capacidade financeira antes de entrarem na aventura de disputar a prova.

Todos os anos assistimos a este cenário. As equipas reclamam por falta de verbas na primeira curva do campeonato. Mesmo não desistindo acabam por criar alguns embaraços, quando perdem jogos por falta de comparência, tão-só porque faltou dinheiro para a aquisição das passagens, ou porque os jogadores furtaram-se aos treinos e concentração da equipa por falta dos seus honorários.

É evidente que desde o caso do Sporting do Lubango, nos anos 90, e do Cambondo de Malange, que se esforçou para terminar uma edição para não mais voltar na seguinte, não voltámos a assistir a outras desistências. O que tem havido é apenas uma série de ameaças de desistência. Seja como for, não é simpático para o nosso campeonato.

Estamos lembrados das declarações de agentes do futebol que em certa ocasião chegaram a defender a aplicação de medidas duras a equipas que ousassem inscrever-se para a prova e depois optassem pela desistência. Houve quem defendesse mesmo um afastamento temporário da primeira divisão. Isto é, mesmo que por alguma varinha mágica tivesse condições financeiras, não era aceite na primeira divisão durante um determinado período.

Estamos lembrados de que no começo do presente ano o Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol avançou a possibilidade de se adoptarem medidas mais rígidas em relação às equipas desistentes das provas oficiais. Esta decisão seria tomada com a aprovação dos novos estatutos da FAF e alteração dos regulamentos actuais.

Consta que os regulamentos existentes são muito brandos e não desencorajam situações negativas, que têm vindo a ser observadas ultimamente no campeonato nacional de futebol da primeira divisão, residindo aí a necessidade de se adoptarem medidas mais rígidas.

Pessoas de mãos dadas com o futebol estão lembradas de que na altura da tomada de posse do novo elenco da Federação Angolana de Futebol, em Janeiro, o presidente Pedro Neto disse que devido às prováveis desistências das equipas por problemas financeiros, a solução podia passar pela redução do número de equipas participantes ou a mudança do formato da competição.

Sabemos que a situação financeira não é simpática para os clubes. Mas não é por esta razão que se deve fazer vista grossa a situações que belisquem o prestígio da competição. A verdade desportiva não pode continuar a ser posta em causa.

Estamos numa fase preparatória do próximo campeonato. E já não são poucas as reclamações das equipas sobre os montantes necessários (que não têm) para fazer face aos encargos da sua participação. Os clubes esmeram-se em busca de patrocínios, mas nem sempre conseguem angariar o suficiente para uma época sem muitos apertos.

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