Jornal dos Desportos

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Opinio

FAF de mos atadas

13 de Novembro, 2014
O ambiente dentro da Federação Angolana de Futebol não é dos melhores, em função de casos que envolvem equipas e jogadores. Casos que mancham a credibilidade e a seriedade do órgão reitor do futebol nacional. Dirigentes das equipas que disputaram o Girabola e a Segundona criticam a posição da FAF, por utilizar dois pesos e duas medidas ao ajuizar um mesmo problema.O processo que determinou a despromoção do União do Uíge, por alegada má qualificação de um dos seus jogadores, é o que mais mexe com os amantes do desporto- rei. Foram retirados seis pontos, ao representante do Uíge, numa altura crucial, quando a equipa apostava forte na manutenção, depois de uma recuperação notável..

Dados apontam que o Conselho de Disciplina da FAF castigou o União do Uíge sem ter havido qualquer protesto. Sporting de Cabinda, Petro de Luanda, Recreativo da Caála e o Progresso equipas que podiam beneficiar do castigo, não deram entrada na FAF de qualquer protesto que pudesse penalizar a equipa do Uíge. Mal soube da atitude, o União do Uíge contra-atacou. Despoletou o “caso Gildo Paulo Bunga”. O jogador defendeu as cores do clube no início da época e depois transferiu-se para o Interclube. Até aqui, nada de anormal, porém o referido jogador antes de se transferir foi admoestado com dois cartões amarelos.

Já com as cores da equipa do Rocha Pinto, o jogador viu mais dois “amarelos”, totalizou quatro, motivo suficiente para ser penalizado. A verdade é que não foi, talvez por representar o Interclube. Só assim se pode depreender.Ao agir dessa forma, a FAF atropelou os seus próprios regulamentos. Agiu com dois pesos e duas medidas, acabou por penalizar o “parente pobre”, no caso, o União do Uíge que não está conformado com a decisão do Conselho de Disciplina.

Quem também não está contente com o procedimento da FAF, é o 1º de Maio, que aguarda os pronunciamentos dos dois protestos apresentados. Um contra o Interclube, na sequência da utilização irregular de um jogador, e outro contra o Sporting de Cabinda, por ter inscrito um jogador com bilhete de identidade sem assinatura.Mas não é tudo. Os clubes que disputaram o Zonal de Apuramento ao Girabola/2015, estão igualmente descontentes com a actuação da FAF. A prova já foi homologada quando existem ainda casos pendentes. Caricato, diga-se.

Com o recurso do Real M'buco de Cabinda em relação a má qualificação do técnico Paulo Saraiva e de um jogador ainda a decorrer os seus trâmites e a faltar uma jornada da Série A por disputar, a FAF, contrariou o que está estabelecido nos seus próprios regulamentos, acabou por homologar a prova.Em todo o mundo, os campeonatos só são homologados quando terminam e sem que hajam casos que inviabilizem o processo normal. Porquê que em Angola é diferente? A resposta a quem de direito.

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