Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

FAF em dia de deciso

08 de Março, 2017
Bom, pode ser que hoje, fique definitivamente arrumada a questão do seleccionador nacional de futebol. Reiteradas vezes, alertamos à direcção da Federação Angolana de Futebol sobre a necessidade e urgência de encontrar o treinador para os Palancas Negras, dada a proximidade dos compromissos em que estarão envolvidos. É certo, que depois da eleição do elenco de Artur de Almeida e Sila pudesse haver outras questões prioritárias, embora, esta também seja.

Sempre apelámos, que na impossibilidade de se chegar a acordo com um outro técnico, se apostasse na continuidade de José Kilamba. Contudo, no mês passado, a Federação rompeu o vínculo com o treinador que levou a equipa ao CHAN. Logo, ficou aberta a vaga e o tempo se foi arrastando sem nenhum pronunciamento, até que a boca pequena, começou a ventilar-se o nome de Beto Bianchi.

Ora, Bento Bianchi está comprometido com o Petro de Luanda, equipa com fortes ambições competitivas. Isso, não é impeditivo, desde que prevaleça o bom senso entre as partes, no caso a FAF, o técnico e o Petro de Luanda. Aliás, não era primeira vez a estarmos perante um quadro igual a este. Em 1986, António Clemente era simultaneamente técnico do mesmo Petro, e da Selecção Nacional.

Por outro lado, a FAF joga no seguro, aposta num treinador que já está inserido no nosso mercado futebolístico, como é o caso de Beto Bianchi. É claro, se calhar podia direccionar a aposta num treinador nacional sem ocupação, aliás, muitos andam nesta condição. Mas, quem somos nós para levantar a dúvida, de que não tenham sido feitas dèmarches, nesse sentido? Certamente, que o hispano -brasileiro não foi a primeira escolha.

No momento exacto, esta pode ser a melhor opção, porque o tempo urge. Um técnico vindo de outras paragens, ia precisar de algum tempo para estudar o mercado, conhecer os jogadores para formar uma equipa ao seu gosto, ou que infundisse alguma confiança. No caso de ser Beto Bianchi, talvez não seja preciso, porque conhece a prata do futebol angolano.

Em resumo, pode dizer-se que o tempo já não permite floreados. O momento é de agir, e passar ao trabalho. Afinal, as eliminatórias começam em Junho, que no quadro de contas feitas com algum rigor matemático, não está distante. A equipa nacional precisa de jogos de preparação, devido ao longo tempo de paragem. Quanto ao adversário de calendário para a abertura do torneio, o Burkina Faso, esteve no CAN\'2017 e não deve estar muito desentrosado.

Vamos esperar pela conferência de imprensa, convocada para esta manhã, pela Federação Angolana de Futebol.

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