Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fase derradeira

13 de Julho, 2016
Ausente dos relvados alguns largos dias, desde o fim da primeira volta, o Girabola Zap regressou no fim-de-semana, quase logo terminaram as emoções do Euro de França, prova que durante um mês preencheu dias e noites com futebol de primeira água, que colmatou o vazio do nosso Girabola, nos vários recintos do país.

E afinal, a expectativa em redor da prova doméstica, o regresso era perfeitamente justificável, tal como se confirmou em alguns campos. O facto de ser o turno decisivo, em que um novo campeão nacional vai emergir, bem como as equipas que descem de divisão, conferem a esta fase da prova um sabor especial, porque não há margem de erros para ninguém.
Por norma, o topo da prova é para onde as atenções se centram, mais intensamente. A confirmação de uma equipa, como campeã do Girabola, faz sempre as delícias dos adeptos em qualquer ponto do país.

Esta temporada, o 1º de Agosto está em estado de graça, mercê dos pontos acumulados até ao momento, que colocam o conjunto na liderança. Por isso, os olhos e ouvidos dos adeptos militares, estão direccionados para a sua equipa.

E, se na primeira volta, esta equipa pôde queixar-se e com razão, do facto de ser prejudicada em alguns jogos, por erros de arbitragem, é curioso constatar no reatamento também um erro de arbitragem que permitiu ao conjunto, manter a diferença pontual em relação ao segundo classificado. No jogo com o Benfica, o 1º de Agosto só venceu porque houve uma "mãozinha mágica" que introduziu a mão na bola encarnada, num claro erro da equipa de arbitragem que validou um golo irregular.

Um erro, que se espera isolado, que não sirva para crucificar os homens do apito, na generalidade, porque o campeonato tem quase sempre manchas, em alguns casos, por más actuações dos árbitros.

O campeonato está na fase decisiva, com greves à mistura. O jogadores do 4 de Abril condicionaram a reentrada na competição, ao pagamento de salários, em atraso. Prevaleceu o consenso entre dirigentes e atletas, a equipa não perdeu por falta de comparência no próprio reduto, o que não significa que o conflito terminou, porque sem dinheiro, a direcção do clube pode mais cedo ou mais tarde, voltar a enfrentar uma situação aflitiva, que pode estender-se às outras agremiações desportivas que há muito lançam vozes ao vento, à procura de patrocinadores.

No regresso do Girabola Zap, depois das férias prolongadas, foi interessante ver a estreia do camaronês Fabrice Fosso, do ASA, que marcou o primeiro golo no nosso campeonato, o tento que por sinal, deu o triunfo aos aviadores.O campeonato caminha para a sua melhor fase, constitui um grande desafio para a superação constante de jogadores, treinadores e árbitros.

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