Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fase do tudo ou nada

31 de Janeiro, 2015
Oito equipas, as consideradas melhores da prova, perfilam-se com os mesmos objectivos, assegurar o passe para as meias-finais, fase que lhes abre as portas para a final do próximo dia 8 de Fevereiro.

As diferenças entre elas são substanciais, o que significa dizer que há muito mais tensão e apreensão, já que o mínimo deslize pode ser fatal. É a fase do tudo ou nada. "Mata ou morre". Esta é o pensamento de cada uma das equipas na hora de entrarem para as quatro linhas.

A fase que hoje inicia é delicada para as oito selecções ainda em prova, porque ninguém pode facilitar, sob pena de arrumar as malas e regressar aprocedência. É a altura de todos mostrarem o que valem. Sem subterfúgios para manterem assim viva a chama de chegarem à final.

Todas elas têm as suas aspirações; as suas ilusões. Contudo, apenas quatro podem atingir a próxima fase. O tempo de guardar energias já passou, para concretizarem os seus objectivos têm de ser destemidas, perseverantes e confiantes.

A sorte e o azar são parte integrante de uma partida de futebol. Ninguém descura esta realidade. Numa competição com as características do Campeonato Africano das Nações, provavelmente vai acabar por falar mais alto o factor sorte. Isto para dizer que todas elas partem com o rótulo de favoritas.

Congo Brazzaville e RD do Congo abrem hoje as hostilidades depois do defeso de 48 horas. Período em que os treinadores aproveitaram para ensaiarem os esquemas a ser utilizados daqui para frente.

No jogo entre os dois Congos é difícil atribuir favoritismo a esta ou aquela selecção. Mas, por aquilo que fez na primeira fase, em que terminou na primeira posição do seu grupo (A), deixando pelo caminho a Guiné Equatorial, o Gabão e o Burkina Faso, o Congo Brazzaville é uma selecção a ter em conta. Um jogo entre duas selecções vizinhas, que se conhecem perfeitamente e cuja rivalidade vem de há muito tempo.

A Tunísia mede forças com o país anfitrião, a Guiné Equatorial. O primeiro do grupo B contra o segundo do Grupo A. Por aquilo que representam no futebol continental, os tunisinos são os favoritos. Contudo, o factor-casa pode ajudar os guineenses.

Pensamos que este factor não vai atormentar os tunisinos, uma selecção bem mais experiente e com provas dadas. Aliás já tem um troféu continental no seu historial, título alcançado em 2004 numa prova por si organizada.

Amanhã, domingo, temos mais dois jogos. Gana-Guiné-Conacri, às 17h00, e três horas depois Costa do Marfim-Argélia. Um jogo de titãs, entre duas equipas que se assumem como verdadeiras candidatas ao título.

Quatro jogos apetecíveis onde tudo pode acontecer. À partida todos são favoritos.

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