Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fase dolorosa

14 de Julho, 2016
A segunda volta do Girabola, que teve início no fim-de-semana, promete uma renhida disputa entre equipas com o timbre de candidatas ao título. Aliás, o sinal começou a evidenciar-se na ponta final da primeira volta, em que a dispersão pela tabela classificativa estava perfilada em ordem a uma colocação mais ordeira, e por conseguinte, mais propensa à competitividade.

As cinco equipas calculadas desde o início, como candidatas ao título, ocupam curiosamente os cinco primeiros lugares, uma atrás da outra. Mesmo o Interclube, que a dada altura se viu numa incómoda nona posição, engendrou na ponta final uma fantástica recuperação, que confere hoje o direito a alimentar o sonho de lutar pelo título.

De resto, 14 jornadas representam um périplo competitivo, com muitas etapas, em que tudo pode acontecer, desde o ruim ao prazenteiro, é possível que aquelas que se colocam no topo sofram revezes, e as que se situam mais a baixo, consigam galgar alguns degraus. Em resumo, poder-se-á dizer, que está tudo em aberto, e quem é candidato não vê motivos de cair em desânimo.

À excepção do Kabuscorp do Palanca e do Interclube, que entraram neste turno da prova com derrota, os outros três, 1º de Agosto, Recreativo do Libolo e Petro de Luanda, somaram três pontos, deixaram expressa a vontade de se manterem firmes na luta pelo ceptro. Neste particular, os três ocupam os primeiros três lugares e prometem relançar a competitividade, entre si.

É certo, que existe uma ligeira diferença pontual, que as separam. Porém, trata-se de uma diferença mínima, que pode ser superada na sequência do campeonato e dos resultados a obter, razão por que não devem as equipas cair no comodismo, alicerçado nesta vantagem relativa. Enfim, às equipas recomenda-se capacidade produtiva e de gestão de pontos obtidos.

E, mais: pensamos que as equipas, através das respectivas direcções, técnicos e até dos atletas, enquanto actores principais do espectáculo futebolístico, sabem mais que ninguém, que a segunda volta de qualquer torneio não prevê permissividade. Alguns deslizes consentidos, ao logo do primeiro turno, não podem voltar a ter lugar.

Por isso, entrou-se na fase mais decisiva e mais dolorosa, em que a margem de erro deve ser mínima, para não dizer nula. O que se pretende dizer, é que a sequência de erros, deita por terra, os objectivos inicialmente traçados. E, não é garantidamente, o que as equipas desejam e esperam. Quer falemos das que jogam com olhos no título, quer das que procuram à todo o custo, fugir do espectro da despromoção.

Entretanto, era bom que a disputa fosse higiénica e salutar, isto é, sem resultados produzidos em laboratórios, sob pena de macular a verdade desportiva. Neste caso, pede-se aos homens do apito mais imparcialidade na actuação, e mais do que isso, mais sentido de responsabilidade e respeito ao trabalho das equipas.A jornada passada, por exemplo, ficou manchada por um golo marcado com a mão, por Gelson, do 1º de Agosto.

Não se pode garantir que fosse de forma intencional, pode até deduzir-se que seja uma desatenção do árbitro. Todavia, não foi um acto positivo. Se calhar, o 1º de Agosto nem precisava do favor. Mas prejudicou-se a outra equipa, que podia somar dois pontos, na ausência daquele golo. Vamos para a segunda volta com futebol alegre, vistoso, e com verdade desportiva, para que os melhores sejam vistos realmente como melhores, passe-se o pleonasmo.

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