Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fase dos dirigentes

24 de Junho, 2014
A segunda volta do Girabola, também conhecida como a fase da prova dominada pelos dirigentes, começa no próximo fim-de-semana, depois da paragem de uma semana para a disputa dos jogos referentes aos 16 avos-de-final da Taça de Angola. Uma segunda volta que vai ser determinante para as 16 equipas que disputam a principal prova do calendário futebolístico da FAF.

Todas elas pretendem atingir os objectivos traçados no início. Contudo, nem todas conseguirão, daí que se aventa a hipóteses de muitos dirigentes entrarem em cena, comprando favores aos árbitros. Durante toda a primeira volta pouco se falou em casos de arbitragem, embora aqui e ali se tenham visto arbitragens tendenciosas. Uma norma que se observa sempre na primeira volta.

O mesmo não se verifica nas derradeiras 15 jornadas. Aqui, o espectro da corrupção ganha contornos assustadores. Realisticamente falando, é na segunda volta que as contas bancárias dos árbitros aumentam os algarismos. Aliás, todos sabem disso. Até mesmo o Conselho Central de Árbitros. Só que, infelizmente, ninguém toma medidas. Há muita gente comprometida.

Mas, falando daquilo que pode vir a ser, em termos meramente competitivos, esta segunda volta, não temos dúvidas em dizer que se espera uma luta acérrima pela conquista não só do título de campeão nacional mas também do segundo lugar, que garantem o acesso directo à Liga dos Campeões.
O Recreativo do Libolo (39), campeão da primeira volta, tem, à partida, mais hipóteses de conquistar o título.

Os nove pontos de vantagem que tem sobre os segundos classificados, Benfica de Luanda (30) e Kabuscorp (30) garante-lhe confiança e mais motivação. Face à diferença pontual que as três equipas (Recreativo do Libolo, Benfica de Luanda e Kabuscorp) têm sobre as demais, estamos convictos que a luta pelo título vai estar centrada entre as três.

O 1º de Agosto (25), está a 14 pontos da equipa de Calulo, o Bravos do Maquis e o Sagrada Esperança a 15, o Petro de Luanda (tem menos um jogo) a 16. Embora estejam ainda em disputa 15 jornadas, o que corresponde a 45 pontos, não acreditamos que elas possam ainda sonhar com o título.
Evitar a despromoção é outro cenário a ter em conta. Os últimos três classificados descem de divisão.

E sem pretendermos ser futuristas, Benfica do Lubango (9), 1º de Maio (8 e menos um jogo) e União Sport do Uíge (7) dificilmente vão sair da areia movediça em que se encontram. Recreativo da Caála (14) Interclube (16), Desportivo da Huíla (17) e Sporting de Cabinda não estão salvos da hecatombe, nem mesmo o ASA (I9). Mas têm de ter muito cuidado.

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