Jornal dos Desportos

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Opinio

Fazer a dobradinha

16 de Junho, 2016
Depois das emoções do nacional de basquetebol, chegou a vez dos amantes do andebol viverem a mesma adrenalina. Desde terça feira, o pavilhão principal da Cidadela acolhe os nacionais da modalidade, em que a expectativa é saber, se o 1º de Agosto vai ou não ser capaz de voltar à dobradinha, ou seja, tornar a conquistar quer a prova masculina, quer a feminina.

O clube militar é detentor do título nas duas classes, no ano passado derrotou na final os rivais Petro de Luanda, em feminino, e Interclube, em masculino.
Sem dar tréguas aos adversários, a formação do Rio Seco deu para mostrar o seu poderio competitivo, nas duas classes, não obstante a resistência oferecida durante a competição pelos adversários, sobretudo as petrolíferas e os polícias.

A pretensão este ano, não foge certamente à regra. Com os investimentos feitos, o 1º de Agosto quer manter a hegemonia da modalidade, depois de há dois anos relegar o Petro de Luanda à posição secundária, no escalão feminino, que é a principal competição doméstica.

Nesta classe, apesar do esforço visível empreendido por Vivaldo Eduardo para equilibrar as coisas, as militares, com maior ou menor dificuldade, estão em condições de revalidarem o título. Têm um grupo competitivo, jogadoras mais experientes, e um técnico que desde o ano passado trabalha com a mesma equipa, conhece cada uma das unidades do plantel.

Com a entrada das manas Natália Bernardo e Luísa Kiala na equipa, no ano passado, o 1º de Agosto ficou mais forte para levar por diante o objectivo de comandar nos próximos anos, a hegemonia da modalidade no país e no continente. Aliás, neste último caso, as pupilas de Filipe Cruz conquistaram há menos de dois meses, a Taça Babacar Fall, e a Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Mais dificuldades espera-se na competição masculina, em que o osso duro de roer para os militares são os polícias. Aqui, as coisas parecem mais complicadas e não se pode dizer taxativamente, que o título seja um facto, tal como na prova feminina.

O técnico português Frederico Santos apesar de contar igualmente no seu conjunto com várias pedras fundamentais, nem por isso, tem uma tarefa fácil. Repetir o feito alcançado, na última vez que Filipe Cruz conquistou um título masculino com a equipa, é um bico d'obra. Mas Frederico Santos não quer defraudar, muito menos deixar os seus créditos em mãos alheias.

O adversário, o Interclube, quer recuperar o título perdido no ano passado e tudo vai fazer para estragar a pretensão do clube militar de voltar a fazer a dobradinha, neste ano. Nos últimos jogos entre si, os polícias levam vantagem e o técnico Alexandre Machado vai querer no final das contas justificar que o ascendente foi obra de um mero acaso. A ver vamos que nos reservam estes nacionais.

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