Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fazer gesto da crise

05 de Maio, 2014
O 1º de Agosto continua desencontrado com os bons resultados no Girabola. A equipa mudou de treinador há duas jornadas, mas permanece ainda sem reagir, ao contrário do que era esperado após a saída de Daúto Faquirá e a entrada de Dragan Jovic, no comando técnico.

A crise de maus resultados, além de ter forçado a direcção do clube a substituir o treinador, provocou outras situações inesperadas como, por exemplo, a rescisão contratual entre o guarda-redes Hugo e o clube, em virtude de ameaças que o jogador recebeu de adeptos do clube. Tudo isto torna pesado o ambiente nas hostes da equipa militar, que tem a tradição de lutar pelo título do Girabola.

Na época passada, depois de ter discutido o título até bem perto das últimas jornadas, o 1º de Agosto teve, no final, que se contentar com um segundo lugar. Em virtude disso, o objectivo nesta temporada não podia ser outro senão dar mais um passo em frente para a sua concretização. Aliás, os investimentos que a direcção tem feito nos últimos anos reclamam já por uma resposta nesse sentido.

Contudo, o Girabola este ano começou muito mal para a equipa militar. Até ao momento, numa altura em que a competição vai fazer disputar as últimas cinco jornadas da primeira volta, a agremiação rubro e negra continua a revelar-se incapaz de, na prática, fazer parte das equipas que podem disputar o título. Os resultados são alarmantes: em dez jogos, a segunda equipa mais titulada da prova soma três vitórias, um empate, seis derrotas e ocupa o nada honroso décimo primeiro lugar.

Ainda que matematicamente nada ainda esteja perdido, é de convir, porém, que o 1º de Agosto leva uma grande desvantagem em relação às equipas que lideram o Girabola e vai ter imensas dificuldades para recuperar o terreno perdido e colocar-se em posição de continuar a perseguir o seu grande objectivo.

Apesar de todo este revés que vive a equipa de futebol, é preciso apelar ao bom senso dos sócios e adeptos do clube. É em momentos como este que a família do clube deve estar unida e solidária, deve acarinhar técnicos, atletas e dirigentes para que estes não esmoreçam e continuem a empreender esforços para ultrapassar a crise. O futebol tem destas coisas, épocas douradas e épocas de amarguras, e o 1º de Agosto é só mais uma das vítimas da imprevisibilidade deste desporto que apaixona multidões.

As ameaças, os apupos, os palavrões a atletas, treinadores ou dirigentes não são atitudes recomendáveis para aqueles que amam verdadeiramente os seus ídolos. E no Clube Central das Forças Armadas Angolanas há trabalho à vista, apesar dos maus resultados. É preciso que os apoiantes do clube continuem a dar o seu voto de confiança à direcção da agremiação para que possa cumprir o ambicioso projecto de fazer do 1º de Agosto um dos maiores clubes de Angola e de África.

As escolas de formação em todas as modalidades, a reabilitação e construção de infra-estruturas e a recente inauguração da academia são sinais inequívocos de que há trabalho. Portanto, a crise de resultados que o futebol vive não pode deitar abaixo o grandioso projecto. É preciso saber gerir da melhor maneira o momento actual.

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